|

A Associação Brasileira
para o Estudo da Obesidade, Abeso, a Sociedade Brasileira de
Endocrinologia e Metabologia, SBEM, a Sociedade Brasileira de Pediatria,
SBP, e o Observatório de Políticas de SegurançaAlimentar da UNB lançaram
dia 28 de maio o Programa Escola Saudável, como apoio do Ministério da
Saúde e do Programa Fome Zero.
A solenidade de lançamento aconteceu em Brasília, na sede do Conselho
Federal de Medicina, e contou com a presença do Secretário Nacional de
Vigilância em Saúde, Jarbas Vasconcelos, que falou em nome do ministro
Humberto Costa, de Ângela Peres, Coordenadora do Programa Fome Zero, de
representantes dos Conselhos Federais de Nutrição e de Educação Física, da
Associação Brasileira de Supermercados, de parlamentares, estudantes,
diretores de escolas e cantineiros.
O programa Escola Saudável já foi testado em escolas de
Brasília,peloObservatóriodePolíticasdeSegurançaAlimentar da UNB, o qual
recebeu apoio financeiro do Ministério da Saúde, e, em Pernambuco, pela
regional da SBEM, em 2001.
O Escola Saudável, da SBEM, já contava com o apoio da ABESO e consistia de
pesquisa e palestras informativas a respeito da obesidade e de erros
alimentares em 40 escolas do Grande Recife; palestras informativas em
todas as diretorias regionais das Secretarias de Educação e Saúde de
Pernambuco,de uma campanha de estímulo à melhoria da qualidade alimentar e
de atividade física nas escolas.
O lançamento aconteceu exatamente uma semana após a OMS aprovar a
Estratégia Global para Alimentação Saudável e Atividade Física e mostra a
determinação das sociedades científicas e do governo em trabalhar para
combater o avanço da obesidade infantil, os erros alimentares, a
desnutrição, a hipovitaminose e a anemia no Brasil.
Uma em cada dez crianças em todo o mundo — 155 milhões — é obesa.
O número, um sério indicador de que a obesidade infantil tomou proporções
epidêmicas, está no relatório da Força-tarefa Internacional sobre
Obesidade, enviado à Organização Mundial de Saúde (OMS).
No Brasil os dados são extremamente preocupantes e também colocam a
obesidade infantil como um problema grave de saúde pública.
Nos últimos 20 anos, a obesidade infantil triplicou. Hoje quase 15% das
crianças brasileiras têm excesso de peso e 5% são obesas.
A atual diretoria da ABESO, a exemplo de gestões anteriores vem
sinalizando como prioridade as ações que utilizam a escola como janela de
oportunidade para combater a epidemia global de obesidade, principalmente
na infância.
Agora a ABESO, a SEBEM, a SBP e o Observatório de Políticas de Segurança
Alimentar, da UNB, vão estender o Projeto Escola Saudável para todo o
país.
A fim de possibilitar a capilarização do programa em todas as escolas do
Brasil, ele foi dividido de acordo com as regiões geográficas, sendo
nomeado para cada uma delas um coordenador regional.
Dra. Keyla Camargo (Região Nordeste), Dr. Luiz Cláudio Castro (Região
Centro-Oeste), Dra. Maria Alice Bordallo (Região Sudeste), Dra. Deborah
Jezini (Região Norte), Dr. Nataniel Viuniski (Região Sul).
A Implantação será executada em duas etapas:
1ª
Etapa – 1º Semestre de 2004 – Já deflagrada no Devemos Endorecife no mês
de Julho
1. Cada Regional Estadual da SBEM vai definir um hipertensão coordenador
para a campanha;
2. Montar a equipe: endocrinologista, pediatra, nutricionista, psicólogo,
educador físico, residentes mórbido? de endocrinologia e pediatria e
estagiários de nutrição;
3. Fazer contato com as Secretarias Estaduais de Educação e Saúde
para apresentar o projeto e para solicitar apoio;
4. Entrar em contato com as sociedades afins para apoio institucional –
Nutrição, Cardiologia, Psicologia, Educação Física;
5. Analisar o Projeto Escola Saudável com a equipe;
6. Definir as escolas públicas e particulares onde o projeto seja aplicado;
7. Identificar o IMC de alunos da 1ª a 4ª série das escolas escolhidas;
8. Envio dos resultados da pesquisa para a Coordenação Nacional da Escola
Saudável;
9. Desenvolver cursos de capacitação para a 2ª etapa do Projeto Escola
Saudável.
2ª Etapa - Trabalho nas escolas
Os parceiros do Projeto Escola Saudável iniciam, em agosto, o trabalho nas
escolas.
As Regionais das três entidades vão trabalhar com um kit básico que contém:
álbum seriado, banner, livro, sugestões de brindes, de jogos e passos a
serem seguidos para a implementação do projeto nas escolas, visando uma
uniformidade nacional da campanha.
Mas as regionais terão liberdade, por exemplo, para optar pelo uso da
pirâmide alimentar ou pela roda de alimentos e de atividade física, assim
como para realizar as mudanças necessárias no programa para adaptá-lo à
sua realidade, respeitando a
história
e as culturas regionais.
As Escolas que fizerem parte do programa e que apresentarem os resultados
esperados serão certificadas com a Placa de Escola Saudável
Critérios para eleição da placa da Escola Saudável
1. Mostrar as modificações (antes e depois) do padrão do lanche escolar na
cantina e merenda;
2. Listar os lanches oferecidos;
3. Apresentar pelo menos 80% dos tratar a lanches verdes (relacionados no
projeto);
4. Adotar o material educativo sugerido no programa;
5. Manter vivo o interesse da nutrição e da atividade física no âmbito
escolar;
6. Apresentar o conteúdo de nutrição e da atividade física trabalhado em
sala de aula;
7. Estimular a escola para prática de atividade física regular;
8. Dinamizar as aulas de educação física;
9. Apresentar local apropriado para prática de atividade física;
10. O título de Escola Saudável será mantido no período de 1 ano, sendo
este renovado caso se mantenha dentro dos critérios estabelecidos pelo
programa.
|