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Ministério da Saúde Traça Metas
para Alimentação Saudável
25 de julho de 2008.
Por Flavia Garcia Reis
No último dia 22, o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reuniu-se com
representantes do Governo Federal e da indústria de alimentos para discutir a
redução dos teores de gordura, sal e açúcar dos alimentos industrializados e
traçar alternativas. A iniciativa busca a oferta de uma alimentação mais
saudável, por parte das indústrias.
Uma pesquisa do Ministério revela que mais de 200 mil óbitos, decorrentes de
problemas desencadeados pela obesidade, poderiam ser evitados, por ano, com a
alimentação adequada. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatísticas), um dos reflexos do alto teor de açúcar, sal e gordura nos
alimentos é o sobrepeso, atingindo 40% da população, além da obesidade, com
mais de 12%. O Ministério da Saúde divulgou, no início de julho, informações da
pesquisa Nacional de Demografia e Saúde, na qual 6,6% das crianças brasileiras
com menos de 5 anos estão com excesso de peso.
Especialistas afirmam que o sobrepeso e a obesidade já viraram epidemia mundial
e se transformou em caso de saúde pública. As causas deste ganho de peso da
população, em geral, estão relacionadas à má qualidade da alimentação, além dos
fatores genéticos, que também influenciam. Sendo a obesidade um grande fator de
risco para doenças crônicas como hipertensão, diabetes, disfunção coronariana e
derrame, a preocupação em melhorar este quadro é ainda maior.
Nos últimos 30 anos, o consumo de produtos industrializados, pela população
brasileira, aumentou 82%. A indústria, principalmente de biscoitos, tem se
preocupado com a redução do teor de gordura trans nestes alimentos. O Ministro
da Saúde acredita que é preciso estabelecer metas e buscar alternativas em
consenso para que os alimentos sejam mais saudáveis.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Nacional de
Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) já iniciaram a análise e avaliação do
perfil nutricional de mais de 60 produtos - sendo a ANVISA responsável por
estudar 23 tipos de alimentos (como enlatados, embutidos, bebidas, refeições
prontas, laticínios etc.) e o INCQS, 40 amostras, para identificar as
quantidades das substâncias não saudáveis.
Este encontro esteve relacionado a um acordo de cooperação assinado em novembro
de 2007, entre o Ministério da Saúde e a Abia (Associação Brasileira das
Indústrias da Alimentação).
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