Notícias Dicas


Dados

Dados

Há oito anos, os índices vinham apresentando crescimento médio de 1,3 pontos percentuais ao ano. Ainda assim, o alerta continua: metade da população adulta segue acima do peso

Levantamento mais recente do Ministério da Saúde revela que pela primeira vez em oito anos consecutivos o percentual de excesso de peso e de obesidade se manteve estável no país. A pesquisa Vigitel 2013 (Vigilância deFatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) indica que 50,8% dos brasileiros estão acima do peso ideal e que, destes, 17,5% são obesos.

A diretora da Associação Brasileira para o Estudo daObesidade e da Síndrome Metabólica vê os resultados com cautela. “Vale lembrar que a pesquisa é feita por telefone e as pessoas costumam subestimar seu peso,o que significa que este número deve ser muito mais alto do que o levantamento aponta”, alerta a endocrinologista.

Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (30) pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, que também lembrou que é preciso observar os próximos anos para ver se há realmente uma tendência à estabilização da obesidade e sobrepeso. Os dados também mostraram aumento do consumo de hortaliças e da práticade atividade física

A proporção de obesos entre homens e mulheres é a mesma: 17,5%. No entanto, em relação ao excesso de peso, os homens acumulam percentuais mais expressivos, 54,7% contra 47,4% das mulheres. Como no ano passado, essa edição do estudo também indica que a escolaridade se mostra um forte fator de proteção entre o público feminino. O percentual de excesso de peso entre as mulheres com até oito anos de estudo é de 58,3%. Já entre as mulheres com escolaridade de no mínimo 12 anos, esse percentual cai para 36,6%.A prevalência de obesidade também cai pela metade entre esses dois grupos de mulheres, atingindo 24,4% e 11,8%, respectivamente.

“Educação está diretamente associada a melhores hábitos alimentares”, concorda Maria Edna.

Paralelo à estabilidade nos índices de excesso de peso eobesidade, o Vigitel 2013 aponta ainda um aumento de 11% em cinco anos no percentual da atividade física no lazer, passando de 30,3%, em 2009, para 33,8% em 2013. Os homens são os mais ativos: 41,2% praticam exercícios em seu tempo livre, enquanto em 2009 eram 39,7%. Entretanto, o aumento da prática de exercícios entre as mulheres foi maior, passando de 22,2% para 27,4%.

Forte aliado na prevenção de doenças, o consumo recomendado de frutas e hortaliças também registrou aumento de 18% em oito anos. Atualmente, 19,3% dos homens e 27,3% das mulheres comem cinco porções por dia de frutas e hortaliças, quantidade indicada pela Organização Mundial de Saúde(OMS). Em 2006, os índices eram de 15,8% e 23,7%, respectivamente.

Apesar desses avanços, o estudo também mostra a existênciade diversos hábitos alimentares inapropriados da população.  Um deles é o índice que mostra quantos brasileiros têm o habito de substituir o almoço ou ojantar por um lanche de baixo valor nutritivo. Consultado pela primeira vez no Vigitel, o indicador mostrou que 16,5% dos brasileiros (12,6% dos homens e 19,7% das mulheres) costumam trocar o almoço ou jantar por lanches como pizzas, sanduíches ou salgados, diariamente. Outro indicador que preocupa é o consumo excessivo de gordura saturada: 31% da população não dispensam a carne gordurosa e mais da metade (53,5%) consome leite integral regularmente. O refrigerante também têm consumidores fiéis: 23,3% ingerem esta bebida, no mínimo, cinco dias por semana.

Nesta edição, foram entrevistados aproximadamente 53 mil adultos em todas as capitais e também no Distrito Federal.

Com informações do Ministério da Saúde, Agência Saúde

Colunistas