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Um Panorama da Hipertensão e da Obesidade no Mundo

Um Panorama da Hipertensão e da Obesidade no Mundo

Por Flávia Garcia Reis
03 de dezembro de 2007

O Dr. Phillip James, especialista da Inglaterra, abordou a situação atual da Prevenção da Obesidade e da Hipertensão, durante conferência realizada no Rio de Janeiro, dia 30 de novembro, no I Congresso Latino-Americano de Hipertensão e Obesidade. Segundo ele, elas representam graves problemas de saúde pública e com altos custos em todo o mundo.

Dados da América Latina mostram que tanto homens quanto mulheres do México, na maioria das faixas etárias, apresentam maior incidência do que nos Estados Unidos. Unindo esta informação com resultados de um estudo inédito, realizado na Ásia, o especialista afirmou que a incidência de hipertensão é maior nos povos não caucasianos. Em relação à obesidade, afirmou ser mais freqüente nos Estados Unidos, seguido da Inglaterra, e que tem como principais fatores de risco o alcoolismo, a pressão sanguínea, o tabaco, o baixo peso (ao nascer) e o sobrepeso.

“Lendo a literatura americana, vemos que o sobrepeso e a obesidade não são problemas quando estão sozinhos. Associando ao tabagismo (com o fumo de mais de 20 cigarros por dia), atesta-se que 1 em cada 10 pessoas que fumam, e estão acima do peso, chegam ao óbito por estes motivos. Não consigo entender como os médicos, aqui no Brasil, ainda não conseguiram proibir por completo o fumo em locais públicos”, alertou o Dr. Phillip.

Como principais fatores que contribuem para o desenvolvimento da obesidade e hipertensão, o especialista apresentou a genética e o meio ambiente (hábitos alimentares e sedentarismo). “Se os bebês com baixo peso crescerem rapidamente, serão mais sensíveis à Síndrome Metabólica e à hipertensão”, afirmou ele, lembrando que os cuidados com o indivíduo devem ser iniciados na gestação.

O ideal, de acordo com o especialista, seria que a população tivesse um IMC (Índice de Massa Corporal) médio de 21 e que a ingestão de gordura fosse mantida entre 15 e 20% dos alimentos por dia. Em relação à ingestão de sal e os níveis da pressão arterial, lembrou que há 70 anos sabe-se que a quantidade de sal interfere na pressão arterial. E, por isso, é de grande importância que haja uma diminuição de sal nos alimentos na primeira infância, o que irá refletir no percentual da hipertensão aproximadamente 15 anos após.

O Dr. Phillip lembrou que o Brasil é um dos países mais potentes em termos de produção agrícola e que esta produção deve ser incentivada, inclusive pelos médicos. “Todo mundo fala de educação em saúde, mas é preciso que os médicos tentem mudar todo o ciclo. Não basta falar para o obeso fazer exercício. Nós temos que dar o exemplo”, finalizou.

 

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