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Soprepeso e Obesidade Subestimados

Soprepeso e Obesidade Subestimados

Soprepeso e Obesidade Subestimados
Por Beth Santos

Dois estudos divulgados nos últimos dias concluíram que o sobrepeso ou a obesidade muitas vezes não são identificados pelos pais de crianças com o problema ou pelos adolescentes fora de forma.

Pesquisa realizada na Universidade de Groningen, na Holanda, revelou que 50% das mães de crianças obesas, entre 4 e 5 anos, disseram que seus filhos tinham peso normal – o que era, evidentemente, bastante distante da realidade. Entre os pais, 40% fizeram a mesma afirmação.

Um dos autores da pesquisa, Pieter Sauer, comentou que, além de coletar informações sobre altura e peso das crianças, o estudo checou a saúde dos pais, revelando que eles também apresentavam excesso de peso – significativamente acima da média dos pais com filhos no peso ideal. A diferença é que os pais com sobrepeso revelaram ter noção de seus próprios problemas com a balança.

O pesquisador Pieter Sauer comentou que “intervir quando essas crianças têm entre 3 e 5 anos poderia prevenir problemas com o peso durante a vida”, uma vez que “crianças obesas têm grande chance de se tornarem adultos obesos”.

Adolescentes Subestimam Sobrepeso
Em um segundo estudo, de resultados semelhantes ao primeiro, um em cada três adolescentes com sobrepeso não identificou seus quilos extras, de acordo com pesquisadores da Universidade de Minnesota, EUA. O trabalho foi publicado na revista especializada Pediatrics,  de fevereiro de 2010.

“Descobrimos’, diz o pesquisador Nicholas Murphy Edwards, ‘ que a proporção de adolescentes com sobrepeso que relataram estar com peso adequado ou abaixo do peso (chamados de “mispercivers”) variava de 29% a 33%, entre 1999 e 2007”.

Baseado em dados colhidos pelo Sistema de Vigilância Comportamental de Risco na Juventude norte-americano, o estudo trabalhou, por oito anos sobre uma grande amostra nacional de estudantes adolescentes. A pesquisa revelou que, em 2007%, 0,8% dos participantes com sobrepeso se viam “muito abaixo do peso”; 1,7% como “levemente abaixo do peso”; 30% como “em torno do peso correto”; 56% como “levemente acima do peso”; e 12% como “muito acima do peso”. Conclusão: quase um terço dos jovens subestimava seu sobrepeso.

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