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Simpósio 1 Discute Tecido Adiposo

Simpósio 1 Discute Tecido Adiposo

Simpósio 1 Discute Tecido Adiposo
13 de agosto

No simpósio 1 do XIII CBOSM, sobre Tecido Adiposo, da tarde de quinta-feira, dia 13 de agosto,  a assistente-doutora do Hospital das Clínicas e Professora Colaboradora da Faculdade de Medicina da USP, Maria Elizabeth Rossi da Silva, apresentou a palestra “Adipócito como Estrutura Endócrino”. Ela destacou a importância do tecido adiposo como órgão de estoque do organismo, que produz uma série de substâncias (fatores de crescimento, hormônios, fatores de colulação etc.) que interferem no metabolismo e no funcionamento de vários órgãos e tecidos.

A Dra. Elizabeth Rossi explicou que no tecido adiposo há células inflamatórias, os macrófagos, responsáveis por fatores inflamatórios. No obeso, existe o aumento de macrófagos e de fatores inflamatórios (como o fator de necrósito moral, inteleucinas e resistina), que lesam a parede dos vasos e causam resistência à ação da insulina, favorecendo a doença cardiovascular e o diabetes. A melhor forma de prevenir o diabetes e as alterações cardiovasculares, conclui a especialista, é a manutenção de peso adequado, dieta rica em fibras e pobre em gordura, e a realização de atividade física.


Já na terceira palestra do simpósio 1, o professor de Endocrinologia e Metabologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, João Eduardo N. Salles, apresentou o tema “Gordura Mal Distribuída: das Lipodistrofias à Síndrome Metabólica”. Depois de definir a lipodistrofia, ele esclareceu que nem todo adipócito é igual: o periférico é mais comum nas mulheres e o abdominal, nos homens.

O professor também apresentou casos de pacientes com tipos distintos de lipodistrofias: a congênita generalizada e a congênita parcial (com variantes); a adquirida generalizada e a adquirida parcial; as que ocorrem em pacientes com HIV, que usam inibidor de protease como tratamento para este vírus; localizada; distribuída por fármacos, entre outras. Apresentou também casos de alguns pacientes que se submeteram ao tratamento da leptina (substância não disponível comercialmente), que reduziu os índices de insulina. Ele revelou que os pacientes com lipodistrofia parcial se beneficiaram do uso da pioglitasona como tratamento. Concluiu sua palestra com as afirmações de que a lipodistrofia é uma doença rara e que serve de modelo para um melhor estudo da resistência insulínica e da Síndrome Metabólica

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