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Sibutramina: Para Pacientes sem Doenças Cardiovasculares

Sibutramina: Para Pacientes sem Doenças Cardiovasculares

Sibutramina: Para Pacientes sem Doenças Cardiovasculares
Por Beth Santos

Recém publicado no New England Journal of Medicine, o polêmico estudo SCOUT, concluído em 2009, teve os resultados apresentados pela primeira vez, no Brasil, durante o 29° Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia, no início desta semana. Segundo o responsável pela apresentação, endocrinologista Walmir Coutinho, “nos pacientes sem doença cardiovascular, a sibutramina  não pareceu aumentar os riscos de complicações. Nossa interpretação dos resultados é que eles reforçam a necessidade de não se utilizar o medicamento em pacientes com doenças cardiovasculares”, afirmou.

Desde o último mês de janeiro, quando a Agência Europeia de Medicamentos (EMEA) proibiu a venda da sibutramina e sua prescrição, baseada nos resultados parciais do SCOUT, a questão gerou uma série de reações polêmicas, na Europa, EUA e Brasil. O estudo revelou que “o uso da sibutramina aumentou os riscos de infarto ou de outras doenças cardiovasculares em 16%, principalmente em pacientes que já tinham doenças cardiovasculares prévias”, explicou o especialista.

Segundo Walmir Coutinho – um dos oito pesquisadores que dirigiram o estudo a nível mundial - a publicação dos resultados foi importante porque “trouxe, para a comunidade científica, novas informações sobre a pesquisa desenvolvida desde o ano de 2002, em 16 países ao redor do mundo”. Ele esclarece que “mesmo tendo aumentado em 16% o risco de problemas cardiovasculares, a taxa de eventos foi considerada baixa e não houve qualquer aumento de mortalidade”.

O FDA norte-americano, entidade que controla medicamentos, marcou uma reunião, no próximo dia 15 de setembro, “para decidir sobre ações regulatórias a partir dos novos dados apresentados”, informa Dr. Walmir.

Veja os resultados do estudo SCOUT.

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