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Sibutramina é Retirada do Mercado em Três Países

Sibutramina é Retirada do Mercado em Três Países

Sibutramina é Retirada do Mercado em Três Países
Por Cintia S. Castro

Nesta sexta-feira, (8/10/2010) a empresa fabricante do medicamento sibutramina, a Abbott, anunciou a retirada do produto, até o momento, dos mercados nos Estados Unidos, no Canadá e na Austrália. O fármaco é utilizado em tratamentos contra a obesidade.

O laboratório farmacêutico tomou a decisão após solicitação da agência norte-americana FDA (Food and Drug Administration). A entidade baseou-se no estudo SCOUT (Sibutramine Cardiovascular Outcomes Trial), que reúne dados de 10 mil pacientes, obtidos ao longo de seis anos. Os consultores avaliaram  resultados preliminares, que indicam um aumento de 16% de risco de problemas cardiovasculares no grupo que usou sibutramina (composto apenas por pacientes com doença coronariana e não por obesos sem problema no coração), comparados a casos de utilização de placebo.

"A FDA solicitou essa retirada, após concluir que a contínua disponibilidade do produto não era justificada, já que pacientes que tomavam o fármaco estão sob  risco maior de sofrer um ataque cardíaco ou infarto”, afirmou o Dr. John Jenkins, diretor do departamento de novas drogas da entidade. No entanto, obesos sem problemas cardíacos apresentam benefício no uso da medicação.

Nos três países onde a sibutramina foi retirada dos mercados, os médicos foram advertidos a pararem de prescrever o medicamento aos pacientes. 

Pronunciamento da ABESO
A presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), Dra. Rosana Radominski, se pronunciou sobre o assunto assim que foi divulgada a notícia.

“Somos contra a retirada da sibutramina do mercado. Trata-se de um medicamento eficaz e seguro no tratamento da obesidade, quando bem indicado, respeitando-se as contraindicações já bem esclarecidas em bula. Os pacientes ficarão sem uma importante opção terapêutica.”, afirma.

O presidente do Departamento de Obesidade da SBEM e presidente do Conselho Deliberativo da ABESO, Dr. Marcio Mancini, é da mesma opinião. Ele considerou “absurda” a decisão da retirada do medicamento dos mercados norte-americanos, canadenses e australianos. Para ele, a medida tem base política e não científica.

“As pesquisas que demonstraram a eficácia da sibutramina foram realizadas dez anos atrás, enquanto o estudo SCOUT mostrou aumento do risco do uso da sibutramina em pacientes com doença coronariana, que tomaram o remédio por cinco anos seguidos, e não teve por objetivo avaliar a perda de peso. Os médicos não prescrevem sibutramina para pacientes com doenças no coração”, avalia o Dr. Mancini, ex-presidente da ABESO.

Leia o posicionamento oficial da ABESO/SBEM sobre a retirada da sibutramina do mercado em três países.

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