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Refrigerantes Podem Ser Proibidos nas Escolas

Refrigerantes Podem Ser Proibidos nas Escolas

Por Elis Galvão
22 de janeiro de 2008.

Está na pauta da Câmara dos Deputados a proibição da venda de refrigerantes em escolas de educação básica, públicas e privadas. A medida está prevista no Projeto de Lei 1755/07, do deputado Fábio Ramalho (PV-MG). A proposta é que os sistemas de ensino estabeleçam as normas e procedimentos para o cumprimento da lei em suas respectivas esferas.

O autor da proposta justifica que a obesidade infantil cresce a cada dia e, com ela, as preocupações dos pais em fazerem com que seus filhos percam peso e evitem danos a sua saúde. Segundo o parlamentar, nos últimos 20 anos a obesidade aumentou cinco vezes no país e já atinge 10% das crianças brasileiras.

Outra justificativa para proibir a venda de refrigerantes é que eles seriam causadores da obesidade infantil e do consumo indiscriminado de alimentos de alto teor energético, além de pouco nutritivos.

O presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), Dr. Marcio Mancini, acha que regulamentações e limites são importantes, “mas muitas vezes esbarra-se nas arbitrariedades”. Ele afirma que educar é melhor que proibir. “Ensinar educação nutricional nas escolas e oferecer alimentos e bebidas saudáveis é mais importante do que classificar alimentos entre bons e maus”, comenta.

A proposta será analisada em caráter conclusivo (rito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo) pelas comissões de Educação e Cultura; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 

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