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Pesquisas Mostram Índice de Obesidade Infantil em Santo André

Pesquisas Mostram Índice de Obesidade Infantil em Santo André

Paula Camila Rodrigues
12 de agosto de 2008

Estudos realizados pela Fundação Santo André e Faculdade de Medicina do ABC revelaram a incidência de sobrepeso e obesidade nos alunos da rede pública de Santo André, SP. Os jovens pesquisados têm idades entre sete e 17 anos.

A pesquisa realizada pela Fundação Santo André foi coordenada por Sandra Caldeira, professora de Estatística. Concluiu-se que 23,5% das crianças com idade entre sete e 10 anos de 32 escolas públicas de Santo André estão fora do peso, enquanto cerca de 7% apresentam problemas de baixo peso. Foram estudados 2.840 menores, com dados coletados por alunos dos cursos de Pedagogia e Biologia da Fafil (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras), no ano de 2005.

Sandra diz que o resultado não surpreendeu, mas mostrou um estado de alerta. “Significa que em um futuro bem próximo teremos crianças com problemas cardíacos", disse. Em sua opinião, os índices também demonstram uma mudança social. "O poder aquisitivo aumentou e a alimentação das crianças está recheada por salgadinhos e açúcares. Além do mais, hoje todas as classes sociais têm acesso aos jogos eletrônicos e, por uma questão de segurança, as crianças deixaram de jogar bola e brincar na rua."

O estudo realizado pela Faculdade de Medicina do ABC mostrou que 14,32% dos alunos entre 11 e 17 anos das escolas públicas de Santo André estão acima do peso. Foram estudados 4.337 jovens, dos quais 10,23% têm sobrepeso, 4,09% estão com obesidade e 0,92%, com obesidade mórbida.

A Dra. Maria Ângela Zaccarelli Marino, professora e coordenadora do estudo, diz que planeja-se medir e pesar mais 5.663 crianças e adolescentes dentro de um ano. Assim, será feita a avaliação de quantas dessas pessoas têm intolerância à glicose ou diabetes.

A pesquisa também revelou que, em caso de pais obesos, os filhos têm 80% de chance de desenvolverem a doença. Se for apenas o pai ou a mãe, as chances caem para 40%. Já os filhos adotivos têm 10% de chances de terem obesidade se os pais adotivos também tiverem, mesmo que os biológicos não tenham a doença. Dra. Maria Ângela diz que o sedentarismo, fora a genética, também contribui para o aumento de peso em crianças e adolescentes. "O corpo é treinado para comer e engordar. E as crianças estão cada vez mais paradas, ficam em frente à televisão 27 horas por semana", lamenta a médica.

 

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