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Pesquisa Conclui que Hábitos Saudáveis Podem Prevenir o Diabetes

Pesquisa Conclui que Hábitos Saudáveis Podem Prevenir o Diabetes

Paula Camila Rodrigues
18 de Junho de 2008

Um estudo feito por pesquisadores chineses e divulgado pela revista "The Lancet" concluiu que os benefícios dos cuidados com a alimentação e com atividades físicas para evitar o Diabetes Tipo 2 podem durar por 14 anos.

A pesquisa analisou 577 adultos com taxas elevadas de glicemia, mas que ainda não tinham diabetes, em uma condição denominada pré-diabetes. Nela, a glicose está entre 100 e 125mg/dL em jejum e são tomados cuidados para que o paciente não desenvolva diabetes ou, pelo menos, retarde seu aparecimento o máximo possível.

O grupo que cuidou da alimentação e praticou atividades físicas regularmente teve um risco 51% menor de desenvolver diabetes ao final de 6 anos. Eles foram monitorados 14 anos depois, quando não tinham mais que seguir os hábitos saudáveis propostos pela equipe de pesquisa, e o risco de ter diabetes ainda era 43% menor do que naqueles que não fizeram alterações em seus hábitos.

No entanto, como não houve monitoramento da rotina dos participantes após os 6 anos de estudo, não se sabe se o menor risco de diabetes é uma conseqüência de hábitos saudáveis do passado ou se esses participantes mantiveram a atividade física e a alimentação propostas pela pesquisa.

O Dr. João Eduardo Salles, professor de Endocrinologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e Diretor da ABESO, comenta duas hipóteses sugeridas pelos resultados do estudo: “Isto sugere que estes pacientes incorporaram um novo estilo de vida, ou que nosso organismo tem algum tipo de memória que, após algum tempo com hábitos saudáveis, poupa-nos do aparecimento de doenças.”

O médico destaca que o retardo no aparecimento do diabetes é benéfico para os pacientes, garantindo mais qualidade e quantidade de vida. Ele explica que as medidas adotadas no estudo (alimentação saudável e prática de atividades físicas) também são muito úteis para quem já tem a doença. “Os medicamentos, pelos últimos estudos, mostram ser extremamente úteis no tratamento. Porém, não podemos esquecer que são mais caros e com mais efeitos colaterais do que a mudança de hábito”, comenta.

 

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