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Para uma Alimentação Saudável nas Escolas

Para uma Alimentação Saudável nas Escolas

Para uma Alimentação Saudável nas Escolas

Após assinarem um acordo para que alunos das escolas particulares tenham acesso à alimentação saudável nas cantinas, o Ministério da Saúde (MS) e a Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) lançam um manual a ser seguido por 18 mil colégios associados. 

Com o objetivo de incentivar a oferta de lanches com baixa caloria, alto valor nutritivo e diminuir a incidência da obesidade infantil, as entidades apresentaram a publicação, intitulada
Manual das Cantinas Escolares Saudáveis: Promovendo a Alimentação Saudável.

O Manual contém diversas orientações, como substituição de alimentos fritos por assados e de industrializados por outros mais naturais, menos calóricos, livres de conservantes, com menos gorduras, açúcar e sódio

Também faz parte da publicação uma tabela com dicas de lanches, com quantidades diferentes para cada faixa etária, e orientações para manter a limpeza não só dos alimentos, como do ambiente e dos funcionários. Didaticamente, o manual traz ainda um cronograma para que as escolas se adequem e mantenham boas práticas de segurança alimentar.

A Dra. Zuleika Halpern, representante do Departamento de Obesidade Infantil da ABESO, considera “extremamente positivo esse acordo entre o MS e a Fenep”. E ressalta: “A escola é local de formação em todos os níveis e vejo que seria ainda mais impactante se este acordo envolvesse orientação, por parte dos professores dessas escolas, aos pais de alunos. A população, em geral, não sabe como se alimentar de maneira saudável, no dia a dia”.

A especialista da ABESO comenta que “os índices de obesidade infantil já são alarmantes no Brasil. Pesquisa de Orçamento Familiar de 2009 (POF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indica que 34,8% das crianças com idade entre 5 e 9 anos estão acima do peso”, referindo-se ao recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo MS. “Isso aumenta o risco de doenças crônicas não transmissíveis, na vida adulta, como diabetes e vários tipos de câncer, só para citar alguns”, explica.

Estatísticas

Frutas
e hortaliças são consumidas por apenas um terço dos alunos matriculados no ensino fundamental da rede privada em cinco dias ou mais na semana. Por outro lado, refrigerantes e frituras fazem parte da rotina alimentar de 40% dos alunos.

Já na faixa de 10 a 19 anos, 21,7% dos brasileiros apresentam excesso de peso. Em 1970, este índice estava em 3,7%. A manutenção do peso adequado desde a infância é um dos principais fatores para a prevenção de doenças na fase adulta.

Os maus hábitos alimentares dos estudantes brasileiros também podem ser constatados nos resultados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense/2009), do IBGE. 

E pior: esses maus hábitos podem se refletir na idade adulta. Só nos últimos seis anos, o Brasil tem aumentado o percentual de pessoas acima do peso. De acordo com o Vigitel 2011, realizado pelo MS, a proporção de adultos com sobrepeso avançou de 43%, em 2006, para 49%, em 2011. No mesmo período, o percentual de obesos subiu de 11,4% para 15,8%. 

O Vitigel faz estimativas de fatores de risco ou proteção para doenças crônicas na população adulta de cada uma das capitais dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal.

DCNT

O incentivo à alimentação saudável nas escolas é uma estratégia do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), lançado em 2011. Essas doenças são causadas por fatores como idade, tabagismo, obesidade, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, gorduras, sal e sedentarismo. No Brasil, 72% das mortes registradas estão relacionadas a DCNT, segundo o Ministério da Saúde.

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