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OMS faz alerta sobre o sedentarismo no Brasil

OMS faz alerta sobre o sedentarismo no Brasil

Essa semana, dados do estudo Worldwide trends in insufficient physical activity from 2001 to 2016: a pooled analysis of 358 population-based surveys with 1·9 million participants, promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), tiveram grande repercussão ao mostrar que quase metade da população brasileira é sedentária. De acordo com informações coletadas ao longo de 15 anos, 47% das pessoas em idade adulta no Brasil não pratica atividades físicas suficientemente, ou seja, não cumpre a recomendação padrão da OMS, de praticar ao menos duas horas e meia de esforço moderado por semana ou 75 minutos de atividade intensa.

Os dados são assustadores e impressionantes: tanto entre homens (40,4%), como em mulheres (53,3%), o Brasil está entre os mais sedentários do mundo, à frente inclusive dos Estados Unidos (40%). É, ainda, o mais sedentário da América Latina.

“O estudo não é realizado da mesma forma em todos os países, então pode haver distorções, mas esses dados, assim como os de outro estudo anterior, quebram alguns mitos sobre a nossa preocupação com o corpo e com a forma”, avalia o Dr. Bruno Halpern, diretor da Abeso.

No estudo anterior citado, realizado oito anos antes, foi constatado que, no mundo, o sedentarismo mata mais que o tabagismo.

“Embora o risco individual de fumar seja maior do que o de ser inativo, como há mais sedentários que fumantes, o impacto global é maior e isso tem enormes implicações em saúde pública em nosso país”, explica o especialista.

De acordo com o Dr. Bruno Halpern, é preciso melhorar as políticas públicas de incentivo ao exercício, colocando à disposição da população mais parques e áreas verdes, por exemplo.

“Também precisamos nos conscientizar da importânciada atividade física para a saúde como um todo. Exercício é vida e não estamos valorizando a importância dele como deveríamos!”, alerta.

Vale destacar que o sedentarismo aumenta os riscos de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes do tipo 2 e também de alguns tipos de câncer.

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