Notícias Dicas


Campanha

Campanha

 Desde o ano passado, os obesos grau 3 estão entre o grupo considerado de risco pelo Ministério da Saúde, que devem se imunizar contra a gripe

Não é a toa que o Ministério da Saúde incluiu a obesidade grau 3 na lista de doenças crônicas de risco para a gripe. A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Esta definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

Levantamentos realizados em anos anteriores mostraram que os obesos, em especial os que apresentam obesidade grau 3, ou seja, IMC – Índice de Massa Corpórea acima de 40, são mais suscetíveis ao vírus da gripe, por apresentarem a imunidade mais baixa. E o mais alarmante é que estas pessoas, após se infectarem, evoluem rapidamente para quadros mais graves da doença. Isso porque normalmente os super obesos têm redução da capacidade pulmonar (menor quantidade de ar inspirada em relação a pessoas com peso normal), independente de haver alguma doença estabelecida; mas também é comum que essas pessoas tenham doenças e distúrbios respiratórios crônicos.

A capacidade pulmonar é reduzida em razão do aumento da gordura intra-abdominal, que pressiona o diafragma (o músculo que separa o abdome do tórax), o que leva a uma pressão dos pulmões e, consequentemente, à falta de ar. Todo esse processo dificulta o obeso a expelir secreções acumuladas, e a limpeza das vias aéreas fica bastante comprometida.

Já entre as doenças e distúrbios respiratórios mais comuns em obesos, a diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso), Cintia Cercato, destaca a apneia do sono, que pode levar a interrupção da respiração durante a noite e a engasgos e sufocamento noturno. A gripe agrava o distúrbio; a síndrome da hipoventilação, que leva muitos obesos a precisarem de oxigênio extra mesmo durante o dia; e a asma, que também é mais prevalente entre obesos, segundo pesquisas. 

A endrocrinologista Maria Edna de Melo, também diretora da Abeso, lembra que os médicos devem orientar seus pacientes e dar o encaminhamento para vacinação nos postos de saúde. Os pacientes, por sua vez, podem procurar seus médicos para que tenham o encaminhamento para a vacina. Ela lembra que a vacinacontra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, internações ou, até mesmo, óbitos. Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.

A campanha de vacinação promovida pelo Ministério da Saúde teve início na última terça-feira, dia 22 de abril, e segue até 9 de maio.


 

Colunistas