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Obesos Custam Menos aos Cofres Públicos do que os Saudáveis

Obesos Custam Menos aos Cofres Públicos do que os Saudáveis

Bárbara Bezerra
22 de fevereiro de 2008

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Holandês de Saúde Pública e Meio Ambiente mostrou que a obesidade não aumenta os custos dos serviços públicos de saúde. A justificativa é que os obesos morrem mais cedo.

Publicado na revista Public Library of Science Medicine, o estudo diz que o tratamento e cuidados com as pessoas saudáveis custam mais devido à maior expectativa de vida, em comparação aos obesos. A estimativa é que, ao longo da vida, pessoas saudáveis custam US$ 50 mil a mais para os serviços de saúde.

Na coordenação da pesquisa, o economista Pieter van Baal e sua equipe criaram três grupos de mil pessoas cada, com idade entre 20 e 56 anos. O primeiro, formado por pessoas com peso saudável, mas fumantes; o segundo, obesos não-fumantes; o terceiro, formado por não-fumantes com peso saudável.

A partir daí, os pesquisadores fizeram uma estimativa, com base em dados de 2003, sobre as chances de cada grupo desenvolver doenças crônicas ao longo da vida e o provável custo do tratamento médico dessas doenças.

O grupo de não-fumantes com peso saudável apresentou os custos médicos mais altos ao longo da vida, US$ 417 mil, porque vivem por mais tempo e estão mais expostos às doenças relacionadas ao envelhecimento.

Em média, as pessoas saudáveis viveram 84 anos. Os fumantes viveram até 77 anos e custaram US$ 326 mil; e os obesos custaram US$ 371 mil e viveram até os 80 anos. Os fumantes e obesos apresentaram maiores índices de doenças cardíacas do que os saudáveis.

As conclusões da pesquisa contrariam o discurso político de que a obesidade custaria milhões de euros aos cofres públicos holandeses nos próximos anos. Assim mesmo, a Associação Internacional para o Estudo da Obesidade defende que, por sua gravidade, a doença deve continuar a ser combatida, ainda que possa não ter o impacto econômico que se imaginava.

 

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