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Obesidade em Crianças É Questão de Classe Social

Obesidade em Crianças É Questão de Classe Social

Por Andreza Lobato
14 de abril de 2008

Uma pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) indica que crianças de diferentes grupos sociais podem se tornar obesas por razões distintas. Foi feito um estudo por amostragem com 783 crianças, entre 6 e 11 anos, de 12 escolas, sendo metade públicas e metade particulares.

Os dados apontam que há mais crianças obesas em instituições de ensino particulares, e um número muito maior de desnutridas nas públicas. Porém, enquanto os desnutridos das escolas particulares somam 3% e os das públicas somam 11%, a porcentagem de obesidade corresponde a 15,6% na rede privada e 13,3% na rede pública.

De acordo com a responsável pela pesquisa, a médica nutróloga Maria Isabel Carneiro Travi, os fatores responsáveis pela obesidade nos estudantes pobres e de classe média têm causas diferentes.

“O maior número de desnutridos nas escolas públicas indica que as crianças se tornam obesas principalmente por ingestão de alimentos com baixo teor nutritivo ou protéico. São mal alimentadas”, explica a médica. No caso das crianças da rede particular, o motivo principal é a vida sedentária. “São crianças que ficam horas em frente ao computador ou à televisão”, afirma a médica.

Já o número ligeiramente menor de obesos entre as crianças das escolas públicas pode estar ligado à prática de atividade física. “São crianças que brincam mais. Por isso, a quantidade de obesos não é ainda maior”.

De acordo com Maria Isabel, os resultados da pesquisa reforçam a tese de que a causa principal da obesidade é a má alimentação. “Os pais dão a seus filhos muito salgadinho, suco de saquinho e refrigerante”, diz.

A solução para o problema, segundo a especialista, está em estimular que as crianças se exercitem por meio de atividades lúdicas. “Os pais devem incentivar os filhos a brincarem mais. O incentivo deve ser ainda maior se a criança já for gordinha”, explica.

 

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