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Número de Obesos no Mundo Quase Dobrou Desde 1980

Número de Obesos no Mundo Quase Dobrou Desde 1980

Número de Obesos no Mundo Quase Dobrou Desde 1980
Por Beth Santos

Nas últimas três décadas – de 1980 a 2008 – a obesidade quase dobrou no mundo, afetando hoje cerca de 205 milhões de homens (9,8%) e 297 milhões de mulheres (13,8%), ou seja, mais de meio bilhão de adultos acima de 20 anos. Estes percentuais são considerados alarmantes, uma vez que, em 1980, estavam em 4,8% (homens) e 7,9% (mulheres).

Os números são de uma pesquisa publicada hoje na revista científica The Lancet, baseada em dados epidemiológicos de vários países que incluem mais de 9 milhões de participantes. Outros dois estudos apresentados em paralelo apontam para diminuição dos valores da pressão arterial e do colesterol.

Realizado por pesquisadores americanos, ingleses e suíços, o estudo revela que em 2008 mais de um indivíduo em dez, na população mundial adulta, já era obeso, com maior porcentagem entre as mulheres. Entre os países ricos, os Estados Unidos aparecem, em 2008, em primeiro lugar, desde 1980, na taxa de obesidade, enquanto a população japonesa se mostra como a menos afetada pelo problema. O Brasil está na 19ª posição no ranking mundial de obesidade masculina e na 15ª posição na obesidade feminina.

O coordenador da pesquisa, Majid Ezzati, do Imperial College de Londres, comenta que “o sobrepeso e a obesidade, a hipertensão e o alto nível de colesterol não são patrimônio apenas dos países ricos, mas afetam também os países pobres e com renda média”.

A endocrinologista Maria Edna Melo, responsável científica do site da ABESO, diz que os números são preocupantes “e, de acordo com a previsão da OMS, o fato tende a piorar nos próximos anos, uma vez que o número de 400 milhões de obesos em 2005 deve elevar para 700 milhões em 2015, ou seja, um aumento de 75% em apenas 10 anos”. Ela afirma que “o preconceito com a obesidade e o tratamento da mesma contribui para isso”. Referindo-se aos estudos apresentados em paralelo, mencionados acima, diz que “a tendência ao controle de doenças classicamente associadas, como a hipertensão, pode refletir uma evolução no tratamento dessas doenças”.

O estudo agora publicado lembra que o sobrepeso – produto da má alimentação e da falta de atividade física – aumenta o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e alguns tipos de câncer, estando na origem de 3 milhões de mortes por ano.

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