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Mulheres submetidas à cirurgia bariátrica devem adiar a gravidez

Mulheres submetidas à cirurgia bariátrica devem adiar a gravidez

Mulheres com obesidade mórbida acabam por adiar a gravidez em razão do
alto risco que a condição impõe. A cirurgia bariátrica possibilita que
essas mulheres venham a engravidar, mas há um tempo, após a cirurgia, em
que essas pacientes ainda devem ser tratadas como de alto risco.

Uma revisão das mais recentes evidências sobre o tema, publicado na
revista científica Obstetrician and Gynaecologist, mostra que será cada
vez mais comum os médicos terem de orientar suas pacientes sobre
gravidez e seus riscos no pós-cirúrgico. Co-autor do estudo, Rahat Khan,
do Princess Alexandra Hospital NHS Trust, em Harlow, Essex, alerta que
essa condição afetará cada vez mais mulheres em idade fértil. O
pesquisador alerta que apesar da gravidez após a cirurgia ser mais
segura, com menos complicações, ainda assim deve ser vista como uma
gravidez de alto risco em um prazo de até 18 meses após o procedimento,
como mostra a revisão.

As mulheres devem ser aconselhadas a aguardar pelo menos 12 meses, mas
o ideal, segundo o estudo de revisão, seriam 18 meses. A pesquisa
descobriu que 31% das gestações que ocorrem antes deste prazo acabam
terminando em abordo espontâneo, sendo que entre as mulheres que
engravidaram após esse prazo, os casos de aborto ficaram em 18%.

A obesidade entre mulheres em idade fértil deve subir para 28% até
2015, por isso os pesquisadores alertam sobre a importância dessas
pacientes receberem orientação e informações sobre nutrição, concepção,
perda de peso e a necessidade de suplementação de vitaminas antes de
engravidar.

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