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Mais recursos para cirurgias de obesidade mórbida

Mais recursos para cirurgias de obesidade mórbida

O Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, assinou duas portarias (1.569 e 1.570) que aumentam recursos e atualizam os procedimentos da cirurgia bariátrica, no Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, organizam filas estaduais e facilitam o acesso à operação de redução do estômago. As portarias foram assinadas no dia 28 de junho, durante encontro do ministro com vários representantes de entidades que lutam contra a obesidade mórbida.

Entre os representantes citados estava Cristiano Santos, presidente da Associação Grupo de Apoio e Combate à Obesidade Mórbida. Durante 147 dias ele fez caminhada de cerca de 2.700 Km, do Rio Grande do Sul a Brasília, para falar com o ministro e fazer reivindicações. 

Ampliação de Recursos

 “Estamos ampliando os recursos em R$ 5 milhões anualmente. Vamos credenciar novos centros, estamos ampliando o número de técnicas cirúrgicas e, dentro de 60 dias, daremos uma posição sobre o acompanhamento pós-operatório, ou seja, atendimento psicoterápico, de exercícios físicos e de nutrição para os pacientes que sofrem a intervenção cirúrgica”, informou o ministro.

Com as portarias, segundo o Ministério da Saúde, o número de cirurgias bariátricas deve chegar a 6 mil por ano. Em 2006, foram realizadas mais de 2,5 mil procedimentos. Os recursos vão passar de R$ 8 milhões para cerca de R$ 20 milhões por ano. Ainda segundo o ministério, existem cerca de 500 mil obesos mórbidos no país.

Atualmente, existem no Brasil 52 centros credenciados para a realização de cirurgias de redução do estômago. O SUS começou a realizar essas operações em 1997 e, desde então, foram atendidas mais de 10 mil pessoas.

O Acesso

O Governo Federal decretou que as Secretarias Estaduais de Saúde serão as responsáveis pela triagem e encaminhamento do paciente para a cirurgia. A medida objetiva organizar o sistema e garantir que cada Estado tenha uma lista única de pacientes.

A pessoa com obesidade mórbida deve se dirigir a um posto de saúde e inscrever-se para avaliação clínica. Se for enquadrada nos critérios do Ministério da Saúde para realização da cirurgia, será encaminhada para a Secretaria Estadual. O órgão incluirá cada paciente num programa nutricional, com acompanhamento psiquiátrico, cujo objetivo é evitar a cirurgia. Caso o tratamento não obtenha sucesso, o procedimento é realizado.

Após a cirurgia, o paciente é acompanhado pela Unidade de Alta Complexidade em Cirurgia Bariátrica que realizou a intervenção. Isso será feito a cada três meses, no primeiro ano da cirurgia; a cada seis, no segundo e, após esse período, anualmente.

Momento Importante de Debate

A notícia da aprovação da Portaria mobilizou especialistas e a imprensa durante o EndoRecife, que estava acontecendo em Porto de Galinhas (PE). O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica, Dr. Luiz Vicente Berti (SP), comentou que a proximidade do Congresso Brasileiro de Obesidade é muito interessante para ampliar o debate sobre um tema tão importante como a nova portaria. “É um fórum perfeito, pois os cirurgiões que entendem a obesidade como um todo, sabem que a união de vários especialistas resultará no sucesso da intervenção”.

Também estava no evento o Dr. Cid Pitombo, que junto com o Dr. Berti, fez parte do grupo que avaliou e deu sugestões para a nova portaria do Governo. Os especialistas comentaram que é um passo importante, mas, ainda longe da solução do grave problema da obesidade.

Fonte: Agência Brasil

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