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Maior IMC em Adolescentes Aumenta Risco Futuro de Doença Coronariana

Maior IMC em Adolescentes Aumenta Risco Futuro de Doença Coronariana

Maior IMC em Adolescentes Aumenta Risco Futuro de Doença Coronariana
Dra Maria Edna Melo – responsável científica do site ABESO

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esquisadores israelenses e americanos concluíram, em estudo recente, que um maior Índice de Massa Corporal (IMC) na adolescência, mesmo dentro da faixa de normalidade, é um fator de risco importante para doenças relacionadas à obesidade na vida adulta.

O IMC mais elevado na adolescência aumenta o risco de coronariopatia em 5,4 vezes e, quando presente na vida adulta, aumenta em 6,8 vezes o risco. Os achados são independentes de outros riscos, como história familiar, hábitos de vida etc.

Os cientistas se basearam em estudos anteriores que sugerem que a obesidade nessa faixa etária esteja associada ao desenvolvimento, na vida adulta, de doenças relacionadas ao excesso de peso.

Coronariopatia e Diabetes Tipo 2
Os pesquisadores avaliaram 37.674 adolescentes do sexo masculino, desde a idade de 17 anos, para verificar a ocorrência de coronariopatia e diabetes melito tipo 2 (DM2) na vida adulta dos mesmos. Os participantes do estudo tiveram o IMC calculado regularmente.

Os adolescentes selecionados foram acompanhados durante o tempo médio de 17,4 anos, período no qual 1.173 deles desenvolveram DM2 e 327, doença coronariana.  Apenas o IMC na vida adulta foi associado ao aparecimento de DM2. Já para a ocorrência de coronariopatia, tanto na adolescência quanto na vida adulta o IMC se mostrou contribuinte.

Considerando apenas o aumento de peso, parece que os processos que levam à doença coronariana, particularmente à aterosclerose, são mais graduais do que aqueles que participam do desenvolvimento do DM2.

Fonte: Tirosh A. et al. Adolescent BMI Trajectory and Risk of Diabetes versus Coronary Disease. N Engl J Med. 364:1315-1325. April 7, 2011

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