Notícias Dicas


Pesquisa

Pesquisa

Um novo estudo publicado no British Medical Journal quantificou os riscos da obesidade materna, verificando que crianças nascidas de mães obesas têm mais chances de morrer prematuramente na fase adulta.

Os autores do estudo lembram que nos EUA cerca de 64% das mulheres na faixa de idade fértil estão acima do peso e 35% são obesas, que deveriam ser avaliadas quanto ao risco cardiovascular. 

Pesquisadores escoceses, que lideraram o estudo, usaram dados de nascimento e óbito no início de 1950 e até os dias atuais. No total, analisaram arquivos de 28.540 mulheres, cujo prontuário trazia o índice de massa corporal (IMC) na leitura da primeira visita pré-natal. 
Os pesquisadores também estudaram a 37.709 filhos dessas mulheres, com idade entre 34 e 61.

Os pesquisadores classificaram as mulheres em quatro grupos:
Baixo peso - IMC de 18,5 ou menor
Peso normal - IMC entre 18,5 e 24,9
Excesso de peso - IMC entre 25 e 29,9
Obeso - IMC de 30 ou mais.

Constataram que 21% estavam com sobrepeso e 4% eram obesas, que é uma taxa consideravelmente menor do que os números de hoje nos EUA, citados pelos pesquisadores, de 65% e 35%, respectivamente.

Os resultados mostraram que o risco de morte prematura para os filhos adultos de mulheres obesas, em comparação com filhos de mães com peso normal, foi 35% maior. Além disso, tinham risco 42% maior de serem admitidos no hospital devido a um "evento cardiovascular" na idade adulta.

O estudo mostra que a principal causa de morte de toda essa população foi a doença cardiovascular (24% dos óbitos masculinos e 13% dos óbitos femininos) e câncer (26% dos óbitos masculinos e 42% dos óbitos femininos). Os resultados ajustados para fatores como idade da mãe no momento do parto, gestações anteriores, a classe social dos pais, bem como o sexo da criança, peso e gestação ao nascimento, dizem os pesquisadores.

Outros estudos já associavam a obesidade materna com riscos para a mãe, incluindo um aumento da mortalidade, pré-eclâmpsia e diabetes. Assim como associavam a riscos para os filhos de mães obesas: aumento do risco de se tornarem obesos na vida adulta, hipertensão, asma e problemas comportamentais. A grande novidade do estudo é a associação com o risco vascular na meia-idade dos descentes de mulheres obesas.

O estudo destaca a necessidade urgente de estratégias para prevenir a obesidade em mulheres em idade fértil e a necessidade de avaliar os filhos de mães obesas para o risco cardiovascular.

A edição 63 da Revista Evidências em Obesidade traz um artigo sobre obesidade em mulheres grávidas.

Colunistas