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Dia Mundial da Saúde

Dia Mundial da Saúde

Estamos no mês em que se celebram duas importantes dadas. No dia 6 de abril, Dia Mundial da Atividade Física; e no dia 7 de abril, Dia Mundial da Saúde.  E como estamos em Saúde e Atividade Física?

Vivemos em um país que investe menos de 4% do PIB em Saúde, em que apenas 8% dos gastos do governo são aplicados na área. Não há como ter um sistema de saúde que atenda às necessidades da população com um investimento desses. As entidades médicas e da área de saúde encaminharam mais de 2 milhões de assinaturas em apoio ao PL de iniciativa popular Saúde+10, que vincula 10% da receita bruta da União para o setor. Mas é preciso mais, é preciso que o governo priorize e aperfeiçoe sua capacidade de gerenciar os recursos disponíveis, investindo mais em prevenção.

Um dos focos de ação do governo em Saúde, sem dúvida, deveria ser o combate ao sedentarismo que já se mostrou tão prejudicial quanto o tabagismo. O Brasil figura entre os 25 países com maior porcentagem de adultos que não fazem exercícios físicos. São 49,2% de adultos inativos, segundo estudo de 2012, publicado na revista Lancet. Lembrando que a atividade física regular protege contra obesidade, doenças coronarianas, diabetes tipo 2, alguns tipos de câncer, depressão e outras doenças crônicas.

E não são necessárias grandes mudanças. Pequenas mudanças acabam tendo um grande impacto na saúde. Uma prova disso é um estudo amplo realizado para medir qual era o tempo mínimo necessário para se exercitar a fim de garantir benefícios. O resultado: 15 minutos diários de caminhada já seriam suficientes para reduzir em 14% a taxa de mortalidade. Isso mostra que, sim, é possível empreender pequenas mudanças para garantir mais saúde.

A questão é: para que essas pequenas mudanças sejam possíveis é necessário que se invista em informação em saúde. As associações e sociedades do setor, como a Abeso, e a iniciativa privada acabam tendo de tomar este espaço, que deveria ser ocupado em conjunto com o poder público.

Continuamos fazendo a nossa parte, como você pode acompanhar em nossos veículos de comunicação, e nas nossas redes sociais, e pressionando para que outros setores façam a sua.

Dr. Mário Carra, presidente da Abeso.

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