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Fator Emocional Pode Estar Ligado à Obesidade Infantil

Fator Emocional Pode Estar Ligado à Obesidade Infantil

Fator Emocional Pode Estar Ligado à Obesidade Infantil

A relação entre o ganho de peso e situações traumáticas ou de perda foi tema de estudo, realizado recentemente por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). Ao analisarem crianças que não possuíam transtorno orgânico que justificasse o aumento de massa corporal das mesmas, chegou-se à conclusão de que, além dos hábitos alimentares e do estilo de vida, o fator emocional pode estar especialmente relacionado à obesidade infantil.

No estudo, os pesquisadores Ana Rosa Gliber e Avelino Luiz Rodrigues verificaram que o ganho de peso dessas crianças estava associado a situações de perda e características de personalidade. Assim, a ingestão excessiva de alimentos seria uma tentativa de compensação para trazer tranquilidade. 

Segundo Ana, essas crianças tentam preencher o vazio emocional e o enfrentamento dos problemas comendo, pois essa é uma forma de manter algo bom dentro de si.

A presença de bullying (ato de intimidação ou agressão física ou psicológica) também foi observada, acarretando isolamento e autodepreciação, agravando ainda mais aquestão psicológica que levava à obesidade.

Parte Psicológica

"Vendo a história de vida dessas crianças, fica claro o quanto a parte psicológica influencia na obesidade", ressalta a pesquisadora.

Ela acrescenta que as crianças analisadas na pesquisa precisavam de psicoterapia para lidar com as situações de vida penosas e sua relação com a comida, além dos tradicionais cuidados médicos e nutricionais.

Dessa forma, ela defendeu a importância de um psicólogo nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e enfatizou a relevância de um tratamento preventivo: sabendo que algumas características de personalidade, situações de perda e tipo de relação familiar podem contribuir para o desenvolvimento da obesidade, pode-se tentar evitá-la havendo a intervenção precoce em casos como esses.

Dentro de Casa

“Sabemos que filhos de pais separados ou que sofreram algum trauma, como perda de um ente querido ou um animal de estimação, acabam se distanciando de seus grupos e, com isso, ficam mais tempo dentro de casa. Uma consequência é a aquisição de um estilo de vida mais sedentário, sem atividade física e favorecendo um maior consumo de alimentos”, afirma a Dra. Lilian Zaboto, membro do Departamento de Obesidade Infantil da ABESO.

De acordo com a Dra. Lilian, a criança obesa deve ser vista sempre por um psicólogo, juntamente com o médico, o nutricionista e o educador físico, para que o mesmo consiga detectar algum trauma que possa estar contribuindo para o desenvolvimento ou a manutenção da obesidade.

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