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Excesso de Peso Atinge Quase Metade da População Brasileira

Excesso de Peso Atinge Quase Metade da População Brasileira

Excesso de Peso Atinge Quase Metade da População Brasileira
Por Sandra Malafaia


Os dados mais recentes da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) acabam de ser divulgados pelo Ministério da Saúde (MS). Após a coleta de informações em 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal, o resultado mostrou que 48,5% da população brasileira está
acima do peso.

O número aumentou em relação aos resultados anteriores: em 2006, a proporção era de 42,7%. No mesmo período, o percentual de obesos subiu de 11,4% para
15,8%.

"Se não quisermos chegar ao patamar dos Estados Unidos, que tem 25% da população obesa
, agora é a hora de agir", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, o excesso de peso
está aumentando entre homens e mulheres. No entanto, a incidência é maior no sexo masculino.

Em 2006, 47,2% dos homens e 38,5% das mulheres estavam acima do peso, enquanto que, em 2011, as proporções passaram para 52,6% e 44,7%, respectivamente.


Onde Vamos Chegar?

“As pesquisas mostram o que já sabíamos: que estamos indo para o mesmo caminho que países como os Estados Unidos. Se a cada ano aumentarmos 1/2% percentual, onde vamos chegar?”, comenta a Dra. Rosana Radominski, presidente da ABESO.

Segundo a Dra. Rosana, a prevenção da obesidade é fundamental, assim como a educação sobre o assunto. “É preciso que se entenda que a obesidade é uma doença, que precisa ser tratada!”, afirma.

A presidente da ABESO acrescenta que as doenças crônicas estão aumentando em decorrência da obesidade e que esses resultados são muito graves em termos de saúde pública.

Ações Preventivas

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o resultado desse levantamento mostra que é necessário continuar investindo em ações preventivas, sobretudo aos mais jovens, que permitam aprimorar as políticas públicas, essenciais para evitar uma geração de pessoas com excesso de peso.

O ministro acredita que o acordo com a indústria de alimentos para redução de gordura, assim como recente acordo
, feito com escolas para a promoção da alimentação saudável, são medidas que devem ter impacto na tendência de obesidade no futuro.

Causas

A pesquisa do Vigitel, realizada anualmente pelo MS, traz um diagnóstico da saúde do brasileiro a partir de questionamentos sobre os hábitos da população, como tabagismo, consumo abusivo de bebidas alcoólicas, alimentação e atividade física.

A partir das informações, coletadas através de entrevistas com 54 mil pessoas, constatou-se que o
aumento da obesidade e de fatores de risco para a saúde estão ligados ao grande consumo de refrigerantes (o brasileiro tem trocado água por refrigerante), carne e leite integral, rico em gorduras.

Por outro lado, a pesquisa também mostra que as capitais do Norte e do Nordeste são as que apresentam menores índices de excesso de peso e obesidade e que o nível de escolaridade interfere positivamente nos hábitos alimentares: os dados evidenciaram que os que têm mais de 12 anos de escolaridade, consumem mais hortaliças.

Na questão do tabagismo e do sedentarismo, o Vigitel apresentou uma boa notícia: ambos diminuíram.

Confira a apresentação do estudo

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