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EUA: Obesidade Ameaça Futuro da América

EUA: Obesidade Ameaça Futuro da América

EUA: Obesidade Ameaça Futuro da América
Por Beth Santos

Informe da Trust for America’s Health (TFAH) e da Fundação Robert Wood Johnson (RWJF) revela que a epidemia de obesidade, grave nos EUA como um todo, é maior no sul do país. Naquela região estão nove dos 10 estados que apresentam os maiores índices de excesso de peso em adultos.

Pelo sétimo ano consecutivo, o Mississippi, por exemplo, conserva o nada honroso título de estado com a mais alta taxa de obesidade em adultos, enquanto Alabama, Oklahoma e Tennessee foram os que apresentaram o maior crescimento nos índices da doença.

O levantamento deixa claro que, há 20 anos, nenhum dos estados norte-americanos apresentava taxas de obesidade superiores a 15%, enquanto hoje já são 12 os que exibem taxas superiores a 30%. Há quatro anos, havia somente um estado com prevalência de obesidade superior a 30%. Atualmente, dois de cada três têm taxas de obesidade superiores a 25%. Somente o Colorado está abaixo dos 20%.

Crianças e Adolescentes

Sobre crianças e jovens, o informe “G de Gordo: Como a obesidade ameaça o futuro da América em 2011” mostra que mais de um terço dos jovens entre 10 e 17 anos são obesos (16,4%) ou apresentam sobrepeso ((18,2%). O Mississippi mais uma vez encabeça a pesquisa, com uma taxa de obesidade de 21,9%, acompanhado por outros nove estados com taxas maiores de 20%.

O trabalho chama a atenção para a relação inversa entre o nível educacional e a obesidade, convidando a todos a “imaginar o que é viver num bairro onde não há supermercados, calçadas, áreas de lazer ou de jogos para a comunidade; que estar ao ar livre pode não ser seguro e frequentar uma academia não é uma opção”.

Criar Consciência

O diretor executivo da TFAH, Jeff Levi, comenta que “o estado hoje com a menor taxa de obesidade tinha a mais alta taxa em 1995”. Segundo ele, nos últimos 20 anos “houve uma clara virada no ganho de peso nacional, e não podemos nos dar ao luxo de ignorar o impacto que tem a obesidade na nossa saúde”. Ele afirma que a divulgação dos dados não é uma reprovação, mas um sinal de que “queremos criar consciência, conduzir à ação, identificar soluções e reverter a epidemia”.

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