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Estudo Verificará Saúde de 75 mil Jovens Brasileiros

Estudo Verificará Saúde de 75 mil Jovens Brasileiros

Estudo Verificará Saúde de 75 mil Jovens Brasileiros

Por Sandra Malafaia

Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (ERICA). Esta é a maior pesquisa populacional do Brasil, que terá início na próxima semana, no Rio de Janeiro, envolvendo, de início, outras quatro cidades: Feira de Santana, na Bahia; Cuiabá, no Mato Grosso do Sul, além de Campinas e Botucatu, em São Paulo. Serão avaliados 75 mil jovens brasileiros em 134 cidades, até 2013.

O projeto marca uma das maiores cooperações entre instituições de pesquisa e ensino do país. São 23 universidades, institutos de pesquisa e hospitais participantes, que irão verificar como está a saúde dos jovens brasileiros, seus hábitos alimentares e o sedentarismo, que pode causar problemas cardiovasculares, obesidade e diabetes.

Segundo Kátia Bloch, pesquisadora da UFRJ e coordenadora executiva do projeto, um estudo desse porte também possibilitará avaliar a magnitude da síndrome metabólica em adolescentes e desenvolver programas de prevenção baseados em evidências.

Os Exames

A Escola Alencastro Guimarães, em Copacabana, receberá a primeira visita. Três turmas em cada colégio, do 7º ano do ensino fundamental ao 3º do ensino médio, serão analisadas. Medição de cintura, peso, estatura e pressão arterial, além de exame de sangue estão no programa de avaliação dos alunos.

Os testes vão analisar indicadores de diabetes, obesidade, riscos cardiovasculares e inflamatórios. Além disso, também serão verificadas a alimentação e o histórico familiar de doenças dos participantes.

O ERICA atuará em cerca de 1.250 escolas brasileiras e produzirá, pela primeira vez, dados populacionais consolidados em escala nacional sobre os jovens brasileiros.

Expectativa

“A proposta do estudo ERICA é de extrema importância para a compreensão dos distúrbios metabólicos da população jovem brasileira. Temos alguns pequenos estudos já realizados no Brasil, mas não com este número de participantes”, afirma do Dr. Amélio Godoy-Matos, membro do Departamento de Síndrome Metabólica da ABESO.

O Dr. Amélio acrescenta que o Brasil está acostumado a ver estudos de grandes populações vindos da Europa, Estados Unidos e até do México. “Assim, pela primeira vez, um estudo, que só poderia ser conduzido por uma Universidade e, provavelmente, com apoio financeiro do governo, poderá ser realizado no Brasil. Alvissareiras estas notícias! Espero com grande expectativa os resultados”, comenta.

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