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Estudo identifica quatro novos genes ligados à Obesidade Infantil

Estudo identifica quatro novos genes ligados à Obesidade Infantil

Estudo identifica quatro novos genes ligados à Obesidade Infantil

Estudo publicado na revista Nature Genetics, ao comparar os genomas de 1.509 crianças no Reino Unido com obesidade grave com 5.380 crianças semelhantes de peso normal, identificou a primeira de uma série de 29 mudanças genéticas que distinguem as crianças mais pesadas. Ao estreitar essas diferenças, encontraram nove genes fortemente ligados ao ganho de peso precoce, dos quais cinco já eram conhecidos, e quatro novos.

Os resultados sugerem que a obesidade infantil pode ser conduzida por diferentes fatores genéticos em relação à obesidade em adultos, o que aponta para formas potencialmente diferentes de tratar as duas condições.  Alterações genéticas raras em um dos novos genes associados, LEPR, são conhecidas por causar uma forma grave de obesidade de início precoce. A equipe identificou uma variante mais comum desse mesmo gene em 6% da população, que pode aumentar o risco de obesidade. Para a equipe responsável pelo estudo, esse achado é um exemplo de como as variações raras e mais comuns em torno do mesmo gene ou região podem influenciar o risco de obesidade grave.

Algumas das crianças nesse estudo tiveram maior número de variações estruturais do seu DNA que eliminaram os receptores da proteína G, importantes na regulação do peso. Esses receptores são alvos-chave para o desenvolvimento de medicamentos e podem ter potenciais implicações terapêuticas para a obesidade.

"Algumas crianças serão obesas porque têm mutações genéticas graves, mas nossa pesquisa indica que alguns podem ter uma combinação de mutações graves e variantes de atuação mais leves que, em combinação, contribuem para a obesidade. À medida que descobrimos mais variantes e mais ligações genéticas, teremos melhor compreensão dos fatores genéticos que influenciam a obesidade. Isso pode abrir portas para áreas de pesquisa clinicamente relevantes", afirma Sadaf Farooqi, da Universidade de Cambridge, co-autor do estudo.


"Nosso estudo acrescenta evidências de que uma série de variantes genéticas tanto raras quanto comuns é responsável pela obesidade infantil grave. Este trabalho nos leva um passo mais perto de compreender a biologia subjacente a esta forma grave de obesidade infantil e proporcionar um diagnóstico potencial para as crianças e seus pais", conclui a pesquisadora Inês Barroso.

As conclusões são parte de uma iniciativa maior de pesquisa chamado o projeto UK10K que vai continuar a estudar os genes de 1.000 crianças gravemente obesas, a fim de continuar a identificar novas variantes genéticas por trás de alguns dos casos mais graves de obesidade infantil. O objetivo é melhorar a compreensão dos seus fatores biológicos e até mesmo lançar luz sobre outras formas mais comuns de ganho de peso também.

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