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Estudo Conclui que Filhos de Mães Obesas Têm Mais Doenças Congênitas

Estudo Conclui que Filhos de Mães Obesas Têm Mais Doenças Congênitas

Por Beth Santos

Estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) conclui que mães obesas têm o dobro de chances de ter bebês com problemas na formação da medula espinhal e outras doenças congênitas, como as de coração, fissura palatina e hidrocefalia.

De um total de 1944 estudos já publicados sobre o assunto, utilizados como fontes, os autores do artigo do JAMA (Maternal Overweight and Obesity and the Risk of Congenital Anomalies: a Systematic Review and Meta-analysis) basearam-se em 39 deles para chegar a essas conclusões. Segundo uma das autoras do estudo do JAMA, Judith Rankin, o trabalho estabeleceu como obesas mulheres com IMC acima de 30.

Segundo os autores do trabalho, haveria três possíveis explicações para a relação entre obesidade materna e doenças congênitas:

- testes de ultrassonografia podem não ser tão precisos em mulheres obesas, podendo não detectar doenças tão bem quanto em mulheres magras.
- a obesidade está ligada ao diabetes tipo 2, fator de risco para problemas do sistema nervoso central e para o coração do bebê.
- a obesidade está ligada à deficiência nutricional, particularmente ao baixo nível de folato. Sabe-se que mulheres em idade reprodutiva devem tomar suplementos de ácido fólico para prevenir espinha bífida. Especialistas dizem, no entanto, que a medida pode não ser suficiente no caso de mulheres obesas.

Especialista Comenta

Ao comentar o estudo publicado no JAMA, o presidente da ABESO, Dr. Marcio Mancini, afirmou que a “a obesidade leva a um risco de abortamento maior do que em mulheres de peso normal e um risco maior de mal formações, de neonatos com baixo peso e com peso elevado também”. Além disso, segundo o endocrinologista, “as mulheres submetidas a cirurgia bariátrica que não tomam suplementos vitamínico-minerais regularmente também têm um risco maior de nascimento de crianças com defeitos do tubo neural”.

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