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Empresa Aérea Penaliza Passageiros Obesos

Empresa Aérea Penaliza Passageiros Obesos

Por Beth Santos

Enquanto em São Paulo está em vigor, desde 2006, lei que obriga a reserva de no mínimo dois lugares adaptados para obesos em cinemas, casas de espetáculos em geral e no transporte coletivo, nos EUA a companhia aérea United Airlines acaba de determinar que o passageiro obeso que não couber confortavelmente num assento normal terá que pagar por dois lugares ou optar por um bilhete na classe executiva – isto quando não houver dois assentos juntos e vagos para acomodar o viajante.

Segundo a empresa, a decisão foi tomada em razão das cerca de 700 queixas, no ano passado, de passageiros alegando desconforto por viajarem ao lado de obesos, que invadiam o espaço. A decisão polêmica da United, no entanto, não é novidade naquele país, onde três outras empresas aéreas já adotaram medidas semelhantes – uma delas, a Southwest, há cerca de 25 anos. Até hoje, no entanto, elas são alvo de críticas, principalmente porque atinge cerca de 30% da população adulta dos EUA, atingida pela obesidade.

Problemas Mais Graves
O Presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), Dr. Marcio Mancini, comenta que, “sem dúvida, existe um problema eminentemente ‘físico’ com os grandes obesos”, mas alerta que “mais problemático que o assento do avião é a impossibilidade de realizar alguns exames médicos (como tomografia) ou os exames perderem a exatidão diagnóstica em obesos”.

Os densitômetros, por exemplo, “são calibrados para a avaliação de pacientes com até 125 kg e/ou 28-30 cm de diâmetro sagital abdominal”, o que exclui os indivíduos com obesidade severa. “O exame de composição corporal, portanto, não pode ser realizado em pacientes com obesidade mórbida”. Os aparelhos utilizados em Medicina Nuclear são desenhados para pacientes com peso não superior a 150 kg. Aparelhos de Raios-X também não apresentam bom resultado nesta população, enquanto os de aferição da pressão arterial comumente não tema braçadeira adequada à circunferência do paciente obeso. Ou seja, são múltiplos os obstáculos que
Estes pacientes ainda tem que enfrentar.

Leia mais:

http://www.abeso.org.br/le_noticia.php?rnd=1888314 

http://www.abeso.org.br/le_noticia.php?rnd=1907382  

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