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Desempenho Cognitivo de Pacientes Melhorou 12 Semanas Após Cirurgia Bariátrica

Desempenho Cognitivo de Pacientes Melhorou 12 Semanas Após Cirurgia Bariátrica

Desempenho Cognitivo de Pacientes Melhorou 12 Semanas Após Cirurgia Bariátrica
Cintia S. Castro

Pela primeira vez, pesquisadores norte-americanos descobriram evidências que relacionam perda de peso à melhoria das capacidades de memória e concentração.

O estudo foi feito com pacientes submetidos à cirurgia bariátrica: eles apresentaram um desempenho melhor de memória 12 semanas após o procedimento.

“Essa é a primeira evidência que mostra que as pessoas que passam por essa cirurgia podem obter melhoras na memória, concentração e resolução de problemas”, afirmou John Gunstad, autor do estudo e professor do departamento de psicologia da Kent State University (Estados Unidos).

Os cientistas acompanharam 150 pessoas, as quais foram submetidas a testes de desempenho cognitivo. O levantamento preliminar mostrou que os pacientes operados apresentaram os piores resultados. Porém, 12 semanas após a intervenção cirúrgica, os pacientes demonstraram uma melhoria significativa da memória e da concentração.

Gunstad lembra que muitos dos fatores que acompanham a obesidade - como pressão alta, diabetes tipo 2 e apneia do sono - podem danificar o cérebro, mas são, de certa forma, reversíveis. "Como esses problemas desaparecem, o funcionamento da memória fica melhor”, afirmou.

Oxigenação do Cérebro
Para o responsável do Departamento de Cirurgia Bariátrica da ABESO, o Dr. Denis Pajecki, um dos fatores que explicam um desempenho mais satisfatório da capacidade cognitiva das pessoas que foram operadas é a melhora do quadro da apneia do sono. “Uma das hipóteses levantadas para explicar os resultados do estudo é a melhora da hipertensão e da oxigenação cerebral durante o sono dos pacientes, embora estes aspectos não tenham sido medidos de forma objetiva pela pesquisa”, explica.

O Dr. Denis lembra que é necessário que se realize um acompanhamento de longo prazo do comportamento dos pacientes, por, pelo menos, três anos.

O estudo foi publicado no Journal of the American Society for Metabolic and Bariatric Surgery e está sendo financiado pelo National Institute of Health.

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