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CFM: Sem Alterações as Normas para Redução de Estômago

CFM: Sem Alterações as Normas para Redução de Estômago

CFM: Sem Alterações as Normas para Redução de Estômago

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou nota esclarecendo que, em reunião plenária, “deliberou aguardar o desenvolvimento e a apresentação de novos estudos e pesquisas que justifiquem alterações na Resolução CFM 1942/2010”.

Isto significa que, na avaliação da entidade, as técnicas recentes utilizadas na cirurgia bariátrica, como a controvertida gastrectomia vertical com interposição de íleo, “ainda precisam de mais estudos e pesquisas que comprovem sua eficácia e sua segurança para os pacientes, para serem autorizadas”.

A Resolução CFM 1942/2010, “que estabelece normas seguras para o tratamento cirúrgico da obesidade mórbida, definindo indicações, procedimentos e equipe”, continuará a valer, sem alterações por enquanto.

O Conselho deixa claro que vai continuar atento aos novos estudos e às novas técnicas de redução de estômago que surgirem. Para isso, “a Câmara Técnica de Cirurgia Bariátrica, criada pelo CFM especialmente para analisar os trabalhos desenvolvidos na área, continuará ativa”. Fica claro que “o grupo avaliará estudos e pesquisas, sendo que se os resultados indicarem eficácia e segurança de técnicas analisadas, o debate poderá ser reaberto de forma a oferecer ao brasileiro novas opções terapêuticas”.

Técnica Polêmica

A gastrectomia vertical com interposição de íleo esteve, em 2009, no centro de uma polêmica quando o apresentador de TV Fausto Silva, o Faustão, foi submetido a uma cirurgia bariátrica com esta técnica. Poucos dias depois, divulgou-se que ela não era regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina. Na ocasião, o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde a cirurgia foi realizada, argumentou que o procedimento cirúrgico era reconhecidamente experimental e seguia todos os critérios de segurança da entidade.

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