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CFM Divulga Mais uma Nota de Esclarecimento sobre Anorexígenos

CFM Divulga Mais uma Nota de Esclarecimento sobre Anorexígenos

CFM Divulga Mais uma Nota de Esclarecimento sobre Anorexígenos

Em nota de esclarecimento, divulgada ontem (31 de agosto) – quando houve mais uma reunião na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para decidir sobre a questão da proibição ou não de anorexígenos como a sibutramina –, o Conselho Federal de Medicina (CFM) afirmou ter confiança de que a Anvisa adotará medidas a fim de proteger a saúde da população contra a obesidade.

Para o CFM, os inibidores de apetite podem ser utilizados como auxiliares em tratamentos conta a obesidade e o médico assistente tem qualificação suficiente para agir de formaética ao prescrever as dosagens corretas desses medicamentos.

Na opinião do Conselho, em vez de proibir a comercialização destas substâncias seria recomendável fortalecer os mecanismos de controle de venda e realizar ações educativas em larga escala.

Na verdade, a discussão da Anvisa sobre esse assunto não terminou na reunião de ontem e a previsão da Agência é que o tema volte à pauta na próxima reunião pública, em data ainda a ser anunciada.

Confira a nota do CFM na íntegra:

Nota de Esclarecimento

Com respeito à possibilidade de proibição da venda de inibidores de apetite pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no país, o Conselho Federal de Medicina (CFM) esclarece que:

1) Aguarda a deliberação final da Anvisa com relação ao tema, ainda em discussão no âmbito de sua diretoria colegiada.

2) Defende que os inibidores podem ser usados como auxiliares em tratamentos da obesidade, sendo que o médico assistente tem a qualificação para agir de forma ética ao prescrever dosagens corretas e evitar excessos.

3) Considerando a eficiência das substancias na luta contra a obesidade, mesmo ponderando seus eventuais riscos, acredita que em lugar de proibir a comercialização destas substâncias seria recomendável fortalecer os mecanismos de controle de sua venda e realizar ações educativas em larga escala.

4) Neste sentido, se coloca à disposição da Anvisa para ajudar no desenvolvimento de campanhas educativas voltadas para os pacientes e para os médicos com esclarecimentos sobre o uso adequado destas fórmulas.

Finalmente, o CFM confia que serão adotadas medidas que, efetivamente, contribuirão para proteger a saúde da população, garantindo também a autonomia dos médicos na escolha das opções terapêuticas reconhecidas cientificamente.

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