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Casais Obesos Têm Mais Problemas de Fertilidade

Casais Obesos Têm Mais Problemas de Fertilidade

07 de março de 2007.
Flavia Garcia Reis

Um estudo realizado com 47.835 casais dinamarqueses, entre os anos de 1996 e 2002, revelou que os casais obesos precisam aguardar mais tempo para engravidar. Além da obesidade, o sobrepeso também apresenta grande influência na fertilidade das pessoas. A pesquisa foi publicada na revista científica Human Reproduction, edição de março de 2007. Pesquisas anteriores já relacionavam o excesso de peso à infertilidade, mas este foi o primeiro estudo realizado no mundo sobre a fertilidade especificamente em casais obesos.

Em geral, os casais com peso normal levam um ano para conceber uma gravidez. O estudo dinamarquês mostrou que o tempo de espera para concepção em casais obesos é 2,74 vezes maior. Em casais com sobrepeso, este índice cai para 1,4. Já entre os casais com um parceiro obeso e outro muito magro, é ainda mais difícil a gravidez no primeiro ano de tentativa. Neste caso, a baixa fertilidade é quatro vezes maior do que nos casais com peso normal, principalmente quando a mulher é obesa e o homem é muito magro. Outra constatação foi que, ao ganhar peso, mulheres muito magras conseguiram uma redução no tempo de espera para a gravidez.

A base para esta pesquisa foi obtida com dados de uma triagem nacional a partir de entrevistas com mais de 100 mil mulheres grávidas, durante os seis anos indicados anteriormente. Foram excluídos os casos de esterilidade (com necessidade de doação de esperma ou inseminação artificial), casais com informações incompletas ou quando havia relato de doenças que pudessem afetar a fertilidade, ou mesmo o peso. Cada participante respondeu a quatro entrevistas em dois anos, informando peso, grupo sócio-econômico, existência ou não de gestação anterior e hábito de fumar.

Para a coordenadora do estudo, Cecília Ramlau-Hansen, se outros trabalhos comprovarem a obesidade e o sobrepeso como causa direta de uma baixa fertilidade (considerada quando é preciso mais de 12 meses para conceber), e se a epidemia de obesidade continuar, esta redução na capacidade de reprodução pode tornar-se um problema grave de saúde pública, refletindo diretamente no crescimento da população.

Os pesquisadores analisaram um subgrupo (com 2.374 casais) formado apenas com casais nos quais as mulheres tinham Índice de Massa Corporal (IMC) normal, entre 18,5 e 24,9. Cada quilo a mais para elas representava 2,84 dias a mais de espera para a concepção da gestação. Foram avaliados outros 365 casais, cujas mulheres tinham sobrepeso antes da primeira gravidez e que conseguiram perder peso antes da segunda. Nestes casos, cada quilo a menos reduzia o tempo de espera em 5,5 dias.

Fonte: Agência EFE (http://www.efe.com/) e revista científica Human Reproduction (http://humrep.oxfordjournals.org/).

 

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