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Caminhada Reduz Fator Genético da Obesidade

Caminhada Reduz Fator Genético da Obesidade

Caminhada Reduz Fator Genético da Obesidade
Por Sandra Malafaia

Não dá para ignorar o fator genético da obesidade. Mas essa predisposição para engordar de alguns pode ser reduzida em 50% se a pessoa caminhar uma hora por dia, em ritmo constante. A conclusão é de um estudo apresentado na conferência sobre nutrição, atividade física e metabolismo (EPI/NPAM)
, organizada pela Associação Americana do Coração (AHA). O evento teve início no dia 13 de março e termina dia 16, em San Diego, EUA.

De acordo com os pesquisadores, a atividade da caminhada, realizada dessa forma, pode diminuir, pela metade, o Índice de Massa Corporal (IMC)
dos indivíduos.

Por outro lado, segundo os especialistas, um estilo de vida sedentário, em que se passa quatro horas por dia diante da TV, eleva a influência dos genes sobre o tamanho da cintura e aumenta o IMC em 50%.

A pesquisa contou com a participação de 7.740 mulheres e 4.564 homens. Os cientistas colheram dados sobre a atividade física dos participantes e as horas dedicadas a ver televisão, durante dois anos, antes de avaliar o IMC.

Aumento de Peso

O efeito da predisposição genética à obesidade foi calculado com base em 32 variações genéticas que influenciariam o aumento de peso.

Segundo os especialistas, cada uma dessas variantes pode aumentar o IMC em 0,13 kg/m2. Mas esse efeito pode ser reduzido nos indivíduos que realizam mais atividade física, em comparação aos que se movem menos, com perdas de 0,15 kg/m2 e 0,08 kg/m2.

Da mesma forma, o efeito genético do sedentarismo sobre o IMC foi mais destacado entre os participantes que passaram 40 horas por semana vendo televisão, em comparação aos que dedicam uma hora ou menos a essa atividade. Os primeiros aumentaram 0,34 kg/m2 de IMC, contra 0,08 kg/m2 para os segundos.

Assim, os cientistas aconselham aos médicos saber se seus pacientes têm antecedentes familiares.

Uma pessoa é considerada obesa quando seu IMC é 30 ou mais.

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