Notícias Dicas


Brasileiros Descobrem Nova Forma para Tratar Obesidade

Brasileiros Descobrem Nova Forma para Tratar Obesidade

Brasileiros Descobrem Nova Forma para Tratar Obesidade

Descobrir uma nova abordagem para o tratamento da obesidade foi o objetivo do estudo, realizado pelo casal de cientistas brasileiros – Renata Pasqualini e Wadih Arap –, na clínica M.D. Anderson Cancer Center, em Houston, nos Estados Unidos. Os resultados acabam de ser divulgados na revista científica “Science Translational Medicine”.

Os pesquisadores mostraram que uma droga, a adipotide – capaz de matar um tipo específico de célula de gordura através do estrangulamento de seu suprimento de sangue – diminui consideravelmente o peso de macacos obesos.

Em 2004 um relatório da mesma equipe havia apresentado o emagrecimento de ratos, tratados com a mesma substância. Porém, como a biologia dos macacos é muito mais parecida com a de seres humanos, o novo experimento alimenta a esperança de que um tratamento do mesmo tipo possa funcionar em pessoas.

Os primatas receberam injeções diárias de adipotide e, após quatro semanas de tratamento, perderam cerca de 11% do peso. Além disso, obtiveram reduções na circunferência da cintura e no Índice de Massa Corporal (IMC) e ainda melhoram a capacidade de reação à insulina.

Importante frisar que a substância, quando ministrada em macacos esbeltos, não alterou o peso dos mesmos. Assim, verificou-se que a droga age de forma seletiva no tecido adiposo, especialmente na gordura visceral.

Agora, com a nova descoberta, já se anuncia, para o próximo ano, o primeiro teste clínico em seres humanos obesos, com câncer de próstata em estágio avançado. Isso porque as células adiposas brancas secretam hormônios conhecidos por promover o crescimento de tumores nessa glândula do aparelho genital masculino.

Vantagens

De acordo com os pesquisadores, uma das vantagens de cortar o fluxo sanguíneo para matar de fome as células adiposas é que esta pode ser uma estratégia diferente, que poderá contornar alguns dos efeitos colaterais de outras drogas disponíveis no mercado, como aumento no risco de enfarte ou de depressão.

Por outro lado, o adipotide provocou aumento no volume de urina eliminada e uma leve desidratação, podendo causar impacto nos rins. Este é um dos obstáculos para o medicamento chegar ao mercado, embora suponham ser esta uma situação reversível.

Endereçamento

Os pesquisadores brasileiros que trabalham no M.D. Anderson Cancer Center observaram que células em órgãos específicos do corpo — incluindo aquelas em vasos sanguíneos que alimentam células brancas de gordura — possuem marcadores moleculares distintos na superfície, como se fossem códigos de endereçamento postal.

Uma parte da adipotide é projetada para localizar exatamente o código dos vasos sanguíneos das células adiposas brancas. Outra parte é uma carga terapêutica que mata as células.

Renata Pasqualini e Wadih Arap têm direito a royalties que podem ser gerados pela comercialização do remédio. Tanto os pesquisadores quanto a M.D. Anderson são investidores da Ablaris Therapeutics.

Leia Mais:
Anvisa Retira Anorexígenos e Mantém Sibutramina

 

Colunistas