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Audiência em Brasília Contou com a Presença de Especialistas da ABESO

Audiência em Brasília Contou com a Presença de Especialistas da ABESO

Audiência em Brasília Contou com a Presença de Especialistas da ABESO

Mais um debate sobre a possibilidade de banimento dos inibidores de apetite do mercado brasileiro aconteceu nesta última terça-feira, dia 5 de abril, em Brasília. Desta vez, a audiência pública aconteceu em um dos plenários da Câmara dos Deputados, em Brasília, de acordo com solicitação das deputadas Alice Portugal e Jô Moraes. 

P
rofissionais de saúde e parlamentares discutiram, durante quase três horas, a nota técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que prevê a proibição de medicamentos antiobesidade com ação no sistema nervoso central (sibutramina e os anorexígenos anfepramona, femproporex e mazindol), em reunião convocada pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara. 

Estiveram presentes a vice-presidente da ABESO, Dra. Leila Araújo, e o Dr. Amélio Godoy-Matos, ambos membros do
Departamento de Síndrome Metabólica da entidade. Representando a SBEM, o Dr. Ricardo Meirelles defendeu a manutenção dos medicamentos no Brasil e ressaltou a existência das Diretrizes para o Tratamento Farmacológico da Obesidade e do Sobrepeso (atualizadas por ABESO/SBEM em 2010) – documento que aborda exatamente o uso dos medicamentos para o tratamento da obesidade.

Um dos endocrinologistas a pronunciarem-se no plenário, o Dr. Amélio Godoy-Matos avaliou como “muito boa” a reunião pública.

- Os deputados se manifestaram, de modo geral, favoráveis à nossa causa. Eles defenderam a criação de uma reunião de trabalho, e que os técnicos da Anvisa elaborem mais a questão antes de tomarem uma decisão mais drástica. Lembrei que não estamos em guerra com a entidade, e, sim, que temos o mesmo objetivo: o melhor para o paciente. Comentei que, se o risco relativo de 16 % para pacientes com problemas cardiovasculares for a motivação para proibir os anorexígenos, então teríamos que abolir a pílula anticoncepcional, a qual aumenta em 250% as chances de ocorrer um AVC (acidente vascular cerebral) em uma mulher jovem - explicou.

Participaram dos debates
a chefe do
Núcleo de Gestão do Sistema Nacional de Notificação e Investigação em Vigilância Sanitária da Anvisa, Maria Eugênia Cury, que defendeu a necessidade da suspensão da comercialização; o Dr. Henrique Batista e Silva, secretário-geral do Conselho Federal de Medicina; e Ivan da Gama Teixeira, diretor-técnico da Anfarmag (Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais).

Há pouco mais de um mês, uma audiência pública convocada pela Anvisa para discutir o assunto ocorreu em Brasília, com a presença de dezenas de especialistas em saúde. Na ocasião, o superintendente do órgão, Dirceu Barbano, informou que ainda não havia um prazo estipulado para a decisão final da questão. “Se for possível resolver todas as dúvidas em curto prazo, resolveremos. Se não, levaremos o tempo necessário”, havia dito.

O abaixo-assinado online criado em fevereiro pela ABESO e SBEM, que defende a manutenção dos fármacos antiobesidade no mercado brasileiro, já reúne cerca de 1750 assinaturas, além de mais de seis mil visualizações.

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