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Adolescentes Obesos com Hipertensão

Adolescentes Obesos com Hipertensão

Adolescentes Obesos com Hipertensão
Por Beth Santos

Publicada recentemente na revista Ciência & Saúde Coletiva, pesquisa realizada no Mato Grosso do Sul conclui que a hipertensão pode ocorrer em adolescentes obesos e atinge tanto os rapazes (15,8%) quanto as meninas (26,4%). A faixa etária dos 129 jovens estudados foi de 7 a 14 anos, mas a incidência de hipertensão se mostrou maior (52,4%) nos adolescentes entre 13 e 14 anos.

O grupo estudado - entre agosto de 2005 a julho de 2006 - é de pacientes de um programa de obesidade infanto-juvenil do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), que atende apenas crianças e adolescentes com diagnóstico clínico de obesidade e encaminhamento médico para atendimento especializado.

Estratégias de Diagnóstico e Tratamento
Segundo um dos autores do trabalho, Joel Saraiva Ferreira, do Instituto Superior da Funlec - o outro é Ricardo Dutra Aydos, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – o estudo revela que “é necessário que estratégias de diagnóstico e tratamento das doenças cardiovasculares e, particularmente, da hipertensão arterial, também sejam direcionadas para a população infanto-juvenil”.

Segundo o pesquisador, “para isso o próprio diagnóstico de casos de obesidade em crianças e adolescentes já poderá apontar um grupo de indivíduos potencialmente aptos a serem acompanhados, visando à diminuição do índice de massa corporal e do percentual de gordura corporal”.

Os Riscos
Responsável pelo Departamento de Obesidade Infantil da ABESO, a Dra. Lilian Zaboto concorda com o resultado da pesquisa, afirmando que “realmente, crianças e adolescentes obesos têm risco elevado de hipertensão arterial, além das alterações nos níveis de colesterol e triglicérides, o que pode levar à Síndrome Metabólica e risco de Diabetes Tipo 2”.

A especialista prossegue comentando que na prática clínica observa-se “um número elevado de crianças e adolescentes obesos com níveis de pressão arterial elevados. A boa notícia é que, ao perderem peso, na maioria das vezes estes índices se normalizam”. A Dra. Lilian Zaboto faz um alerta: “não podemos esquecer que a hipertensão arterial e alterações do colesterol têm grande relação com risco de infarto e acidente vascular cerebral na vida adulta”.

Leia a íntegra da pesquisa.

Fonte: Agência Notisa.

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