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Notícia - 10/04/2012 - Excesso de Peso Atinge Quase Metade da População Brasileira
Ministério da Saúde informa que 48,5% da população brasileira estão acima do peso.

Excesso de Peso Atinge Quase Metade da População Brasileira
Por Sandra Malafaia


Os dados mais recentes da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) acabam de ser divulgados pelo Ministério da Saúde (MS). Após a coleta de informações em 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal, o resultado mostrou que 48,5% da população brasileira está
acima do peso.

O número aumentou em relação aos resultados anteriores: em 2006, a proporção era de 42,7%. No mesmo período, o percentual de obesos subiu de 11,4% para
15,8%.

"Se não quisermos chegar ao patamar dos Estados Unidos, que tem 25% da população obesa
, agora é a hora de agir", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, o excesso de peso
está aumentando entre homens e mulheres. No entanto, a incidência é maior no sexo masculino.

Em 2006, 47,2% dos homens e 38,5% das mulheres estavam acima do peso, enquanto que, em 2011, as proporções passaram para 52,6% e 44,7%, respectivamente.



Onde Vamos Chegar?


“As pesquisas mostram o que já sabíamos: que estamos indo para o mesmo caminho que países como os Estados Unidos. Se a cada ano aumentarmos 1/2% percentual, onde vamos chegar?”, comenta a Dra. Rosana Radominski, presidente da ABESO.

Segundo a Dra. Rosana, a prevenção da obesidade é fundamental, assim como a educação sobre o assunto. “É preciso que se entenda que a obesidade é uma doença, que precisa ser tratada!”, afirma.

A presidente da ABESO acrescenta que as doenças crônicas estão aumentando em decorrência da obesidade e que esses resultados são muito graves em termos de saúde pública.

Ações Preventivas

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o resultado desse levantamento mostra que é necessário continuar investindo em ações preventivas, sobretudo aos mais jovens, que permitam aprimorar as políticas públicas, essenciais para evitar uma geração de pessoas com excesso de peso.

O ministro acredita que o acordo com a indústria de alimentos para redução de gordura, assim como recente acordo
, feito com escolas para a promoção da alimentação saudável, são medidas que devem ter impacto na tendência de obesidade no futuro.

Causas

A pesquisa do Vigitel, realizada anualmente pelo MS, traz um diagnóstico da saúde do brasileiro a partir de questionamentos sobre os hábitos da população, como tabagismo, consumo abusivo de bebidas alcoólicas, alimentação e atividade física.

A partir das informações, coletadas através de entrevistas com 54 mil pessoas, constatou-se que o
aumento da obesidade e de fatores de risco para a saúde estão ligados ao grande consumo de refrigerantes (o brasileiro tem trocado água por refrigerante), carne e leite integral, rico em gorduras.

Por outro lado, a pesquisa também mostra que as capitais do Norte e do Nordeste são as que apresentam menores índices de excesso de peso e obesidade e que o nível de escolaridade interfere positivamente nos hábitos alimentares: os dados evidenciaram que os que têm mais de 12 anos de escolaridade, consumem mais hortaliças.

Na questão do tabagismo e do sedentarismo, o Vigitel apresentou uma boa notícia: ambos diminuíram.

Confira a apresentação do estudo


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