Restrição Calórica ou Exercício Por Beth Santos
Estudo realizado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) concluiu que qualquer um dos dois fatores pesquisados - o exercício físico ou a restrição alimentar – conseguiu evitar que ratos obesos desenvolvessem disfunção cardíaca. Ou seja, a associação das duas condutas não traz benefícios adicionais. Pesquisadores afirmam que cada uma das intervenções já é, isoladamente, suficiente para evitar que a obesidade crônica provoque o problema.
O resultado do estudo, feito em associação com a Escola de Educação Física e Esporte, da USP, compõe a tese de doutorado (“Efeito do treinamento físico e da restrição alimentar na função cardíaca e resistência à insulina em ratos obesos”) de Ellena Paulino, com bolsa da Fapesp.
Conhecimentos Importantes Outro objetivo do estudo, segundo o orientador Carlos Eduardo Negrão (diretor da Unidade de Reabilitação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do InCor -USP) foi tentar esclarecer o papel dessas intervenções nos mecanismos moleculares envolvidos nas alterações cardíacas causadas pela obesidade.
“O estudo’, segundo ele, ‘acrescenta conhecimentos importantes sobre o papel do exercício e da restrição calórica nos mecanismos moleculares associados à função cardíaca na obesidade”.
A pesquisadora Ellena Paulino acrescenta que “se a associação da restrição alimentar e do exercício físico não mostrou efeito cumulativo nos parâmetros cardíacos, por outro lado essas duas intervenções associadas diminuíram a quantidade de gordura estocada no fígado de animais obesos (esteatose hepática) e, também, os níveis de triglicérides plasmático”. O que sugere um aumento na resistência hepática à insulina.
Fonte: Agência FAPESP
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