Perguntas e respostas

Envie sua dúvida para o departamento responsável sobre os temas Nutrição; Psiquiatria e Transtornos Alimentares; Obesidade Infantil; Cirurgia Bariátrica; Epidemiologia; Atividade Física; e Tratamento com Medicamentos.

Os médicos responsáveis pelos Departamentos da ABESO ou a Diretoria da Associação vão respondê-la neste espaço. É só procurar pelo assunto.


Sua mensagem foi encaminhada a Nutr. Dra. Ana Maria P. Lottenberg, responsável do Departamento de Nutrição da ABESO, que enviou a seguinte resposta:

Embora a soja seja um alimento de boa qualidade, pois fornece uma quantidade considerável de proteínas, carboidratos e (além de conter também fitoestrógenos), ela é deficiente em alguns componentes, portanto a substituição por determinados alimentos deve ser feita com cautela. Por exemplo, a soja não fornece a quantidade de ferro da carne e a sua proteína não possui alto valor biológico, ou seja não é tão bem aproveitada pelo organismo. O ideal é você introduzir a soja no seu cardápio, sem retirar outros alimentos de origem animal (carne de vaca, peixe e frango e ovo).

Sua mensagem foi encaminhada a Mariana Del Bosco Rodrigues, responsável do
Departamento de Nutrição da ABESO, que enviou a seguinte resposta:

Para que a dieta seja eficaz, ou seja, para que favoreça uma perda de
peso saudável e posterior manutenção, indicamos uma alimentação balanceada,
com controle de calorias. Alimentação balanceada é aquela que garante a
ingestão de carboidratos e proteínas. Existem algumas dietas ("da moda") que
preconizam o uso de um ou outro nutriente para uma " vantagem metabólica"
que possa otimizar o emagrecimento. Na realidade, o que sabemos é que para
perder peso precisamos de um balanço de energia negativo, comendo menos e/ou
gastando mais! O que garante o emagrecimento é a diminuição das calorias! O
equilíbrio da dieta favorece uma perda mais saudável e definitiva, mesmo
porque esse equilíbrio é a base da reeducação alimentar.

Sua mensagem foi encaminhada a Mariana Del Bosco Rodrigues, responsável do Departamento de Nutrição da ABESO, que enviou a seguinte resposta:

A obesidade infantil pode trazer conseqüências sérias é muito importante que seja tratada desde cedo. A causa da obesidade, de uma maneira geral, está associada a fatores genéticos, metabólicos, psicológicos e de hábitos alimentares e de atividade física. Para que você possa ajudar sua filha, sugiro que você procure um profissional associado da ABESO para conduzir um tratamento adequado. Veja os nomes e endereços dos médicos, nutricionistas psicólogos no site (www.abeso.org.br/associados.shtml)
Com relação a alimentação é necessário controlar as calorias mas sem prejudicar o aporte de nutrientes, garantindo o crescimento e desenvolvimento.
Vamos a algumas dicas práticas que talvez possam lhe ajudar:
- Evite frituras, prefira assados, grelhados ou cozidos;
- Evite leite integral e queijos gordurosos, prefira leite desnatado e queijos magros (queijo frescal, requeijão ligth);
- Prefira refrigerantes light/diet;
- Não proíba doces e lanches, mas estipule porções e freqüência semanal;
- Estimule o consumo de verduras e legumes;
- Estipule horário para as refeições (café da manhã, lanche, almoço, lanche, jantar), evitando os "beliscos";
- Reduza atividades sedentárias (como TV e vídeo game) e estimule práticas de atividade física.

Sua mensagem foi encaminhada a Mariana Del Bosco Rodrigues, responsável do Departamento de Nutrição da ABESO, que enviou a seguinte resposta:

Para emagrecer é necessário que se tenha um balanço energético negativo, ou seja, gastar mais energia e consumir menos calorias. De uma maneira geral, para perder peso recomendamos dietas hipocalóricas e BALANCEADAS. Refeições equilibradas contém carboidratos, proteínas, gorduras, fibras, vitaminas e minerais e todos são necessários para o bom funcionamento do organismo. É importante frisar que nenhum desses nutrientes será um vilão da dieta (ou da saúde) se estiver presente na quantidade/proporção adequada. 
Existem algumas dietas que recomendam cortar o carboidrato após um determinado horário e isso realmente pode fazer sentido em ALGUNS CASOS. O carboidrato é uma fonte de energia e durante a noite o gasto é menor, sendo assim, para ALGUMAS pessoas podemos diminuir a ingestão deste nutriente no jantar. Este "recurso" pode não ser o mais indicado para você, afinal, a indicação dependerá da sua atividade diária, prática de atividade física, hábitos alimentares, velocidade de perda de peso, entre outras variáveis.

Sua mensagem foi encaminhada a Mariana Del Bosco Rodrigues, responsável do Departamento de Nutrição da ABESO, que enviou a seguinte resposta:

Para se trabalhar com pesquisa, seria interessante ingressar em algum curso logo após a graduação. Existem algumas opções de especialização em faculdades particulares, mas os cursos de aprimoramento em nutrição do Hospital das Clínicas e da UNIFESP possibilitam uma continuidade do aprendizado, uma atuação prática, além do desenvolvimento de trabalhos e pesquisas. Caso você já desenvolva algum projeto, pode ser possível ingressar diretamente no mestrado. 
A ABESO é uma sociedade multidisciplinar que pretende desenvolver e disseminar o conhecimento no campo da obesidade e promover o contato entre as pessoas interessadas no assunto. Sendo assim, estimula as pesquisas na área e as divulga por meio da internet e de sua publicação. A revista da ABESO é bimensal e trata de diversos assuntos relacionados à obesidade. A Revista Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia é o órgão oficial de publicação de artigos científicos da Associação.

Sua mensagem foi encaminhada a Mariana Del Bosco Rodrigues, responsável do Departamento de Nutrição da ABESO, que enviou a seguinte resposta:

A obesidade é uma doença crônica que deve ser prevenida e tratada com seriedade. Métodos alternativos, sem comprovação científica não são indicados.

Sua mensagem foi encaminhada a Mariana Del Bosco Rodrigues, responsável do Departamento de Nutrição da ABESO, que enviou a seguinte resposta:

O uso de edulcorantes em substituição ao açúcar diminui um pouco o ingestão de calorias e por isso pode ser um contribuinte para perda de peso. O adoçante artificial pode ser utilizado com segurança, mas é claro que incorporá-lo a alimentação diária não garante a perda de peso! Para uma perda de peso saudável e eficiente (evitando o efeito sanfona) é necessário seguir uma dieta balanceada e com controle de calorias. Lembre-se que todos os nutrientes são importantes e que você não precisa (e não deve) cortar determinados alimentos como por exemplo o arroz, o feijão e a carne De uma maneira geral, é preciso moderar e equilibrar a alimentação!

Sua mensagem foi encaminhada a Mariana Del Bosco Rodrigues, responsável do Departamento de Nutrição da ABESO, que enviou a seguinte resposta:

Infelizmente não existe uma fórmula mágica para acabarmos com a celulite! A melhor maneira de evitarmos seu aparecimento/desenvolvimento é a combinação dieta adequada e atividade física! Procure manter um peso adequado e desenvolver atividades que contribuam na queima gordura e aumento de massa muscular.

Sua mensagem foi encaminhada a Mariana Del Bosco Rodrigues, responsável do Departamento de Nutrição da ABESO, que enviou a seguinte resposta:

Sugiro que você dê uma olhada no site da ABESO. 
Lá você encontrará a relação de médicos, nutricionistas e psicólogos membros da associação brasileira para o estudo da obesidade de todo o país.

Sua mensagem foi encaminhada a Mariana Del Bosco Rodrigues, responsável do Departamento de Nutrição da ABESO, que enviou a seguinte resposta:

Para que você consiga uma perda de peso eficiente, ou seja, para que atinja um peso satisfatório e consiga mantê-lo, é importante seguir uma dieta bem orientada. 
Pelo que você me conta, já fez alguns tipos de dietas mas não alcançou seus objetivos, sendo assim, sugiro que você siga um plano de reeducação alimentar. 
Com um acopanhamento de uma nutricionista você faria uma avaliação da sua composição corporal e uma avaliação dos seus hábitos alimentares. Esses dados nos permitem INDIVIDUALIZAR sua "dieta" e estabelecer metas de perda de peso (e posteriormente manutenção). Com um plano de alimentação adequado às suas necessidades nutricionais e aos seus hábitos alimentares você tem tudo para conseguir aderir à dieta, perder peso com saúde! O mais importante, é que com isso, você aprende a COMER BEM para manter seu peso adequado!
De uma maneira geral, para perder peso, precisamos gastar mais calorias e comer menos, então, procure fazer mais atividade física e reduzir o tempo dedicado a atividades sedentárias (como TV, computador). Com relação à alimentação, procure fazer algumas trocas....vamos a alguns exemplos:
1- substitua laticínios integrais por desnatados/ lights
2- substitua queijos amarelos por queijos magros
3- cuidado com carnes gordas, prefira carnes magras (peixe e peito de frango são ótimas opções)
4- Prefira carnes grelhadas, assadas, ou cozidas. Evite frituras! É Importante controlar o óleo que se usa no preparo dos alimentos.
6- Doces são muito calóricos, as frutas e gelatina diet são melhores opções de sobremesa.
7- Para diminuir a ingestão calórica, vale a pena aumentar o consumo de legumes e verduras e controlar as quantidades dos alimentos com maior densidade energética.

Sua mensagem foi encaminhada a Mariana Del Bosco Rodrigues, responsável do Departamento de Nutrição da ABESO, que enviou a seguinte resposta:

Fiquei feliz com suas perguntas porque me permitirão falar um pouco sobre o papel da nutricionista em um programa de perda de peso!
Como você mesma coloca, existem "n" tipos de dietas, mas muitas vezes é difícil seguí-las porque estão totalmente fora da nossa rotina de alimentação. Como você tem ascendência árabe, e hábitos alimentares deferentes do "arroz-com-feijão", acredito que, realmente, você tenha dificuldades para aderir a dietas da moda ou dietas prontas. A sugestão é.... reeducação alimentar!!!! Deve estar surpresa, mas vamos esclarecer uma coisa: reeducação alimentar não é arroz, feijão, salada, legumes e carnes! Reeducação alimentar é um programa de alimentação em que podemos INDIVIDUALIZAR sua dieta, considerando seus objetivos e seus hábitos de vida! De uma maneira geral, para perder peso, precisamos gastar mais calorias e comer menos, sendo assim, podemos adaptar sua alimentação, favorecendo uma alimentação saudável e o controle de calorias! A culinária árabe não atrapalharia a perda de peso desde fizéssemos boas escolhas!
Para você ter uma idéia, vou te dar um exemplo de cardápio - qualitativo e não quantitativo. Não vou considerar o cômputo de calorias (que é individualizado), é somente um exemplo de alimentação saudável considerando hábitos dos povos árabes.

Café da manhã
Leite desnatado
Café
Pão sírio
coalhada seca (c/ leite desnatado)
fruta

Almoço
Salada
berinjela
arroz c/ lentilhas
kafta (c/ carne magra)
fruta

Lanche
coalhada fresca (c/ leite desnatado)
cereal

Jantar
Salada de folhas verdes c/ tabule
gelatina diet

Lembre-se que este não é um cardápio para você seguir, é apenas para você ter uma idéia de que é possível seguir um plano de reeducação alimentar considerando seus hábitos e origens!

Sua mensagem foi encaminhada a Mariana Del Bosco Rodrigues, responsável do Departamento de Nutrição da ABESO, que enviou a seguinte resposta:

Que bom que você gosta de arroz e feijão! Na realidade os carboidratos (pão, arroz, feijão, batata, massas) não são os grandes vilões da dieta! Saiba que, pelo contrário, os carboidratos são necessários para uma alimentação saudável e equilibrada! Para perder peso você precisa de um balanço de energia negativo, ou seja comer menos calorias e gastar mais energia! Para isso você deve diminuir a ingestão de alimentos, restringindo as gorduras (que é o nutriente que tem mais energia - 9 calorias por cada grama) e controlando a quantidade dos outros alimentos. Sendo assim, em um plano de emagrecimento você precisa incluir os carboidratos, mas é claro, em quantidades moderadas e nos horários certos!
Agora vamos falar sobre dieta....dietas muito restritivas geralmente apresentam resultados a curto prazo, porém não suprem as necessidades do organismo e não conseguimos seguí-las por muito tempo. Conclusão: com dietas malucas ou dietas da moda é perigoso ficarmos eternamente num "efeito sanfona"!
Para que você consiga bons resultados, encare a dieta como um processo de reeducação alimentar, não se proíba de comer os alimentos que você gosta, mas preste atenção nas quantidades e na qualidade do que você está comendo! Vá com calma e eu acho que assim ficará mais fácil!

Sua mensagem foi encaminhada a Mariana Del Bosco Rodrigues, responsável do Departamento de Nutrição da ABESO, que enviou a seguinte resposta:

Índice glicêmico mede a resposta glicêmica pós-prandial de um determinado alimento em relação a um alimento padrão que pode ser o pão branco ou a glicose. Esta listinha que estamos lhe enviando, utiliza o pão branco como referência, ou seja, com índice glicêmico = 100.

Croissant -  99  
Pão francês - 136  
Pão sírio - 87  
Pão integral c/ grãos - 68  
Allbran - 50  
Corn flakes - 114  
Musli - 90  
Melancia - 103  
Abacaxi - 94  
Papaya - 80  
Manga -  80  
Kiwi - 80  
Uva - 62  
Maçã - 50  
Pera - 47  
Ameixa - 34  
Damasco seco - 45  
Cereja - 32
 

Sua mensagem foi encaminhada ao Dr. Adriano Segal, coordenador do
Departamento de Psiquiatria da ABESO, que enviou a seguinte resposta:


Nibbling é o mesmo que beliscador mas não é um transtorno alimentar.
Craving significa um intenso desejo por alguma coisa (álcool, comidas específicas, etc).
Quanto às referências:

AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. - Diagnostic and statistical manual of mental disorders. (DSM-4).
Washington, DC., American Psychiatric Press, 1994.

YANOVSKI, S.Z. – Obesity and eating disorders. In: BRAY, G.A.; BOUCHARD, C.; JAMES, W.P.T. eds., - 
Handbook of obesity. New York, Marcel Dekker, 1998. p.115-128.

WILLIAMSON, D.A.; O’NEIL, P.M. - Behavioral and psychological correlates of obesity. In: BRAY, G.A.; BOUCHARD, C.; JAMES, W.P.T. eds., - Handbook of obesity. New York, Marcel Dekker, 1998. p.129-142.

ELDREDGE, K.L.; AGRAS, W.S. - Weight and shape overconcern and emotional eating in binge eating disorder. Int.J.Eat.Disord. v.19, n.1, p.73-82, 1996.

JOHNSON, W.G.; TORGRUD, L.J. – Assessment and treatment of binge eating disorder. In:
Thompson, J.K. ed., - Body Image, Eating Disorders, and Obesity Washington, DC., American Psychological Association, p.321-343, 1996.

Sua mensagem foi encaminhada ao Dr. Adriano Segal, coordenador do Departamento de Psiquiatria da ABESO, que enviou a seguinte resposta:

De fato, o melhor tratamento para a obesidade inclui uma forma específica de tratamento psicológico chamada de terapia cognitivo comportamental, que, associada ao tratamento farmacológico, à atividade física e ao acompanhamento nutricional, é bastante eficaz. Esta terapia pode ser feita por psicólogos(as) ou psiquiatras especializados.
Em alguns casos, onde transtornos psiquiátricos estão presentes, um acompanhamento psiquiátrico é mandatório, notadamente em pessoas que apresentam episódios de descontrole alimentar.
No site da ABESO você poderá encontrar profissionais gabaritados a ajudá-la, próximos à sua residência.

Sua mensagem foi encaminhada ao Dr. Adriano Segal, coordenador do
Departamento de Psiquiatria da ABESO, que enviou a seguinte resposta:

Em primeiro lugar, obrigado pela excelente pergunta.
Concordo com seu psiquiatra e adicionaria que a interação entre a fluoxetina
e as medicações citadas não é adequadamente estudada e, portanto,
potencialmente
insegura e arriscada.
Contudo, concordo também, mas parcialmente, com seu endocrinologista : a
obesidade, especialmente a obesidade mórbida, é um quadro extremamente
grave.
O melhor tratamento para esta forma de obesidade é o tratamento cirúrgico,
bastante difundido na mídia.
Assim, julgo que você não deveria fazer uso de moderadores de apetite como
os citados e deveria discutir a possibilidade de tratamentos cirúrgicos
com seu endocrinologista.

Sua mensagem foi encaminhada ao Dr. Adriano Segal, coordenador do Departamento de Psiquiatria da ABESO, que enviou a seguinte resposta:

Agradeço pela sua pergunta, muito importante nos dias atuais.
O campo das contra-indicações psiquiátricas para a cirurgia anti-obesidade
é ainda bastante incerto e polêmico. Cada grupo segue suas próprias normas.
Com o passar dos anos, a avaliação psicológica deixou de ser incluída nos
critérios de seleção de pacientes para este procedimento
Isto não significa que não haja complicações psiquiátricas no pós-operatório
mas, na nossa experiência, igualmente responsivas aos tratamentos padronizados
para cada uma delas.
Assim, em nosso grupo, nós não contra-indicamos a cirurgia em bases psicológicas/psiquiátricas
desde que o paciente esteja amplamente informado sobre os procedimentos
e suas conseqüências (positivas e negativas) e esteja plenamente capacitado
a escolher o procedimento.
Desta forma, não contra-indicaria a cirurgia em sua paciente pelo fato dela
apresentar estes quadros psiquiátricos. Procuraria uma equipe de transtornos
alimentares para tratar da compulsão alimentar, dado que psicoterapias tradicionais
não são eficazes nestes quadros. Além disso, não seria necessária a remissão
do quadro alimentar nem do depressivo para este procedimento, desde que
houvesse suporte familiar e técnico adequados.

Sua mensagem foi encaminhada ao Dr. Adriano Segal, coordenador do Departamento de Psiquiatria da ABESO, que enviou a seguinte resposta:

A Obesidade não é considerada uma doença mental. Na verdade, a Obesidade é uma doença multifatorial, onde aspectos hereditários, metabólicos, ambientais, comportamentais e psicológicos interagem de um modo ainda não totalmente compreendido. Ela pode, isto sim, acarretar inúmeras complicações psicológicas e psiquiátricas.
Contudo, aproveitarei sua pergunta para tentar ajudar a desfazer alguns mitos presentes tanto na população leiga como na população de saúde: não há características de personalidade, características psicológicas, características intelectuais ou outras neste campo que estejam presentes em todas as pessoas com obesidade como uma espécie de sinal da doença. 
A obesidade não é resultado de conflitos psicológicos inconscientes. 
A perda de peso, adequadamente obtida, não leva ao aparecimento ou à piora de sintomas psiquiátricos ou psicológicos. Ao contrário, estes melhoram.
Existem algumas patologias psiquiátricas que podem levar à obesidade mas isto é a exceção, não a regra. Um especialista em sua cidade poderá te explicar com mais detalhes.

Sua mensagem foi encaminhada ao Dr. Adriano Segal, coordenador do Departamento de Psiquiatria da ABESO, que enviou a seguinte resposta:

A Bulimia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado por episódios de ingestão alimentar descontrolada (ingerir uma GRANDE ou IMENSA quantidade de alimentos num intervalo curto de tempo), seguidos de comportamentos inadequados voltados para a perda de peso, tais como vômitos provocados, uso excessivo de laxantes, uso não prescrito de diuréticos e jejuns prolongados, entre outros. Além disso, a auto-avaliação é centrada apenas na imagem ou forma corporal e no peso. Está presente também um grande medo de ganhar peso.
Uma freqüência de dois episódios por semana nos últimos três meses é também necessária para a realização do diagnóstico.
Assim, pelo pouco que você descreveu, é possível que você apresente este transtorno alimentar mas só numa consulta especializada você poderá saber com certeza.
Na imensa maioria das vezes, uma história de dietas rigorosas está presente antes do início do quadro.
Para os corretos diagnóstico e tratamento (sempre em equipe multidisciplinar), sugiro que você procure um hospital universitário em sua cidade e, lá, no setor de Psiquiatria, procure pelo grupo que trata de Transtornos Alimentares.
O serviço coordenado pelo ex-presidente da ABESO, Dr. Walmir Coutinho, é uma excelente opção aí no Rio de Janeiro.

Sua mensagem foi encaminhada ao Dr. Nataniel Viuniski, coordenador do
Departamento de Obesidade Infantil da ABESO, que enviou a seguinte resposta:

A mesma ferramenta que usamos para lidar com a criança obesa, é usada para a criança com baixo peso e maus hábitos. Ela se chama...Reeducação e Informação alimentar. 
Essas crianças precisam reaprender a se alimentar com saúde e inteligência.
Quanto às tabelas, na página da ABESO, existe um link para um artigo, que informa os percentis de IMC para criança, por sexo e por idade.

Sua mensagem foi encaminhada ao Dr. Nataniel Viuniski, coordenador do
Departamento de Obesidade Infantil da ABESO, que enviou a seguinte resposta:

No portal da ABESO, você vai encontrar uma lista de profissionais referenciados pela Associação.
É possível consultar procurando por cidade.
Tenho certeza que sua filha estará em ótimas mãos.
Nosso departamento fica ao seu dispor, caso necessito outras informações.
 

Sua mensagem foi encaminhada ao Departamento de Cirurgia Bariátrica da ABESO, que enviou a seguinte resposta:

Trata-se de um caso de obesidade mórbida (imc 39,4 kg/m2) com complicações (hipertensão arterial e diabetes mellitus). A cirurgia da obesidade (gastroplastia) estaria indicada para redução de peso e melhora clínica, caso ele já tenha tentado um tratamento clínico bem conduzido ( Educação Alimentar, atividade física e medicamentos) sem o sucesso esperado.
Essa cirurgia pode ser feita, inclusive, por laparoscopia, o que implica em um tempo de internação menor e um pós operatório de recuperação mais rápida.
A cirurgia leva, em média, a uma perda de peso de 40% em 6meses. Um tempo de internação hospitalar de 3dias e uma afastamento temporário do serviço de 15 dias. Existe nos primeiros 30 dias a necessidade do paciente só ingerir líquidos ( sopa, sucos, caldos,.....) para não fracionar os pontos. Mas, o mais importante é o paciente estar ciente dos detalhes cirúrgicos, complicações e"vida" no pós operatório. Para isso, ele precisa participar de uma reunião multidisciplinar (médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e pacientes operados) que é realizada uma vez por mês no Hosp. Beneficiência Portuguesa (6ª feiras á noite ) e no Hosp. Albert Einstein ( sábados de manhã). Pois a decisão final é dele!
O balão infra-gástrico é passado por endoscopia e não necessita de internação hospitalar. Conseguimos com ele uma perda de peso máxima de 20% em 6meses. Hoje, usamos essa técnica para reduzir , peso de paciente muito obeso , paqra irem para uma cirurgia com melhores condições clínicas.

A cirurgia de obesidade é hoje realizada em quase todos os hospitais de São
Paulo. É importante você se informar sobre a experiência do cirurgião e de sua
equipe. Os convênios médicos vêm cobrindo esse tipo de cirurgia, quando bem
indicadas.

Realizamos, reuniões (abertas ao público) para informações sobre as diversas
técnicas cirúrgicas, complicações e bate papo com pacientes já operados, uma
vez por mês no Hosp. Beneficiência Portuguesa ( 6ª feira á noite) e Hosp.
Albert Einstein ( Sábado pela manhã ), maiores informações pelo telefone
(11) 3747-3018.

Nós somos contra as aplicações de enzimas para o tratamento da obesidade porque tal procedimento nunca mostrou resultados satisfatórios em revistas médicas conceituadas, inclusive nunca foi realizado um trabalho científico sério neste sentido. 
A cirurgia de gastroplastia tipo Capella é realizada em obesos com IMC > 35 (peso/ altura2), e consiste na redução do estômago com o uso de grampos (sua câmara passa a ter um volume de 20ml). Com essa técnica consegue-se uma redução de peso de 40% em 6-12 meses. Existe um site na internet de pacientes operados para você conversar um pouco com eles e nós fazemos reuniões mensais no hospital Albert Einstein (São Paulo) onde explicarmos essa técnica e outras com detalhes.
A maioria dos convênios médicos pagam essa cirurgia quando há uma real indicação médica. Mas a cirurgia custa em torno de 7.000,00 a 10.000,00 a parte médica.

Resp. Dr. Mottim 
Esta informação não existe de forma precisa, estima-se que sejam feitas , atualmente, perto de 25.000 cirurgias/ano no total.

Resp. Dr. Mottim 
Em torno de 12 mil reais e isto depende do tipo de cirurgia, método e local em que vais fazer.

Resp. Dr. Mottim 
O balão não é uma cirurgia e é temporário funcionado dentro de limites de emagrecimento de 10 a 15 Kg. Está indicado para grandes obesos que não podem operar com o peso que estão, para obesos menores que querem emagrecer e para obesos com indicação cirúrgica que não querem operar. 

Resposta (Dr. Carlos Augusto Monteiro):

Muito provavelmente nos dois, embora as evidências empíricas disponíveis estejam longe de esclarecer definitivamente essa questão. De fato, mesmo nos países desenvolvidos ainda discute-se muito o predomínio de um ou outro fator. No caso do hábito alimentar, há também dúvidas sobre quais aspectos da dieta seriam os mais importantes. Também é importante considerar se estamos preocupados em compreender a epidemia de obesidade ou a ascensão de outras doenças também associadas à alimentação e a padrões de atividade física, como dislipidemias, doenças cardiovasculares, certos tipos de câncer. As respostas poderão ser distintas para cada um desses problemas. O fato é que, nos países em desenvolvimento, o que se vê atualmente são tendências simultâneas de aumento do sedentarismo e deterioração dos padrões alimentares, o que indica que ambos os problemas devam ser combatidos eficazmente e ao mesmo tempo. Enfim, a solução é a promoção de estilos de vida saudáveis, mais do que o combate a um ou outro fator de risco isolado.  

Resposta (Dr. Carlos Augusto Monteiro):

O inquérito de 1997 foi restrito às regiões nordeste e sudeste do País. Ainda assim, na falta de outra pesquisa nacional mais recente, suas estimativas devem indicar a situação como um todo, uma vez que dois terços dos brasileiros vivem naquelas regiões. Segundo esse inquérito, a prevalência da obesidade em adultos (IMC >= 30 kg/m2) seria de 7,0% em homens e de 12,4% em mulheres. Se somarmos indivíduos com sobrepeso e indivíduos obesos (IMC >= 25 kg/m2), a prevalência seria de 38,5% para homens e de 39,0% para mulheres. 

Resposta (Dr. Carlos Augusto Monteiro):

De fato, comparando os dados obtidos na região sudeste pelos inquéritos realizados em 1989 e 1997, pudemos detectar uma redução significativa (de 13,2% para 8,2%) da prevalência da obesidade feminina no extrato de maior renda familiar (os 25% das famílias de maior renda nas duas pesquisas) enquanto no extrato de menor renda (os 25% de menor renda) houve tendência oposta (aumento da prevalência de 11,6% para 15,0%). Estas estimativas já estão controladas para eventuais mudanças na distribuição etária da população entre as duas pesquisas. Tendências semelhantes de declínio da obesidade foram documentadas na literatura apenas na Finlândia, país onde houve um intenso trabalho de saúde pública voltado ao combate de fatores de risco para doenças cardiovasculares. A interpretação é bastante complexa e difícil de ser resumida em poucas palavras. O que talvez seja importante notar é que esse declínio, ainda que restrito a um grupo da população - certamente o mais bem informado sobre os riscos à saúde associados à obesidade e sobre formas eficazes de manutenção de um peso saudável -, indica que a ascensão da doença pode ser interrompida e mesmo revertida em nosso meio. Indicações muito diferentes emanam dos resultados de pesquisas semelhantes realizadas, por exemplo, nos Estados Unidos, onde a epidemia da obesidade parece atingir todas as classes sociais.

Resposta (Dr. Carlos Augusto Monteiro):

O Centro Nacional de Epidemiologia do Ministério da Saúde tem como política a repetição de inquéritos nacionais sobre a prevalência da obesidade (e de outros fatores de risco para doenças não transmissíveis) a cada cinco anos. No momento, um desses inquéritos, coordenado pelo INCA, encontra-se em fase adiantada de planejamento. Será realizado em todas as capitais do país e deverá incluir, além da avaliação do peso e altura, o estudo da dieta e a tomada da cintura dos indivíduos estudados. Nosso núcleo na USP está, no momento, elaborando um projeto temático para ser realizado na cidade de São Paulo, tendo como foco as relações entre dieta, atividade física e doenças crônicas não transmissíveis, incluindo evidentemente a obesidade. Há também a possibilidade de que a próxima pesquisa nacional sobre demografia e saúde inclua a tomada de peso e altura de uma amostra da população feminina em idade fértil, além da antropometria em crianças. 

Resposta (Dr. Carlos Augusto Monteiro):

Antes de tudo, o enfoque há que ser essencialmente o da prevenção. A alternativa de controle via diagnóstico e tratamento, empregada com algum sucesso para outros problemas de saúde, é totalmente ineficiente no caso da obesidade, seja pela magnitude do problema, seja pela baixa eficácia dos tratamentos disponíveis, seja pelos custos proibitivos que representariam. Por outro lado, a prevenção requer um conjunto articulado de ações que, ao mesmo tempo, protejam, promovam e apóiem estilos de vida saudáveis, com destaque para a alimentação equilibrada e para a atividade física regular. A articulação entre ações de proteção, promoção e apoio é essencial, pois uma não funciona sem a outra. Assim, para alcançar uma alimentação saudável, além de fornecer informações corretas sobre alimentação e saúde (promoção), há que evitar que informações incorretas e contraditórias alcancem os indivíduos (proteção) e, ao mesmo tempo, há que propiciar a esses indivíduos as condições que tornem factíveis a adoção das orientações que recebem (apoio).
Ou seja, uma política consistente de prevenção da obesidade deve compreender não só ações de caráter educativo e informativo (como campanhas veiculadas por meios de comunicação de massa), como também medidas legislativas (por exemplo, o controle da propaganda de alimentos não saudáveis, especialmente os dirigidos ao público infantil), tributárias (isentando alimentos saudáveis e onerando os preços dos não saudáveis), treinamento e reciclagem de profissionais de saúde, medidas de apoio à produção e comercialização de alimentos saudáveis e mesmo medidas relacionadas ao planejamento urbano (por exemplo, privilegiando o deslocamento de pedestres e não de automóveis e dotando áreas carentes de recursos mínimos para a prática de atividades físicas no lazer). Outro aspecto que deve ser levado em conta, na formulação de ações preventivas em nosso meio, são as evidências que indicam que a doença tende a se concentrar nos segmentos menos favorecidos da sociedade. Ou seja, a prevenção da obesidade deve ser vista como parte importante da agenda do combate às desigualdades sociais. 

Resposta (Dr. Carlos Augusto Monteiro):

É relativamente recente, em todo o mundo, o reconhecimento de que a obesidade é uma doença e, mais ainda, de que é um grande problema de saúde pública. Assim, infelizmente, ainda não acumulamos experiência suficiente no terreno das intervenções de massa para prevenção da obesidade. Uma das poucas experiências bem-sucedidas e bem documentadas é a da Finlândia, como já mencionei anteriormente, onde um conjunto de medidas intersetoriais muito bem articuladas mostrou-se eficiente, não apenas para reduzir a prevalência da obesidade, mas também para melhorar vários outros indicadores relacionados ao estilo de vida saudável.

Resposta (Dr. Carlos Augusto Monteiro):

Dado que a obesidade é fator de risco de enorme importância para as principais causas de mortalidade, morbidade e incapacitação no Brasil – doenças cardiovasculares, doenças do aparelho locomotor, diabetes, entre outras –, caso nada seja feito o cenário seria muito preocupante. Entretanto, há que se registrar que é cada vez maior a consciência no país sobre a importância da obesidade, seja na esfera governamental, seja na sociedade civil, como bem demonstra o trabalho que vem sendo realizado pela ABESO. Essa consciência tem gerado iniciativas governamentais corajosas e pioneiras em países em desenvolvimento, como a rotulagem nutricional obrigatória dos alimentos industrializados e a obrigatoriedade de inclusão de um percentual mínimo de alimentos “in natura” no programa nacional de alimentação escolar.
No terreno do combate ao sedentarismo, há o exemplo criativo das parcerias governo-sociedade civil, tão bem sucedidas no programa “Agita São Paulo” e em iniciativas semelhantes que começam a ser implantadas em várias cidades do país e, mesmo, em países vizinhos. Projetos promissores como as ruas da saúde do Rio de Janeiro, as escolas promotoras de saúde e as empresas saudáveis são outras iniciativas criativas e de grande valor. Essas iniciativas, somadas à tendência de estabilidade, ou mesmo declínio da obesidade, constatada em alguns setores da população brasileira, apontam a possibilidade de que nosso país possa se tornar um exemplo de aplicação de políticas bem sucedidas de controle da obesidade. A importância das iniciativas brasileiras na promoção da alimentação saudável e da atividade física regular foi, recentemente, reconhecida pela OMS e consubstanciada pela visita que fez ao país missão técnica de alto nível da divisão de doenças não transmissíveis daquela organização.

Sua mensagem foi encaminhada ao Dr. Carlos Augusto Monteiro, responsável pelo Departamento de Epidemiologia da ABESO, que encaminhou as seguintes referências que lhe podem ser úteis:

Epidemiologia da obesidade
Monteiro CA in Halpern et al (orgs) Obesidade. São Paulo, Lemos Editorial, 1999

Monteiro CA & Conde WL - Tendência secular da obesidade segundo estratos sociais: Nordeste e Sudeste do Brasil 1975-1989-1997. Arq Bras End e Metabologia 43: (3): 186-194, 1999.

Sua mensagem foi encaminhada ao Dr. Carlos Augusto Monteiro, responsável pelo Departamento de Epidemiologia da ABESO, que enviou a seguinte resposta:

Não ha pesquisas feitas com o objetivo especifico de avaliar a prevalência de obesidade mórbida. No inquérito nacional mais recente feito no Brasil a prevalência de indivíduos com IMC de 40 ou mais kg/m2 foi de 0,2% em homens, 0,8% em mulheres e 0,5% nos dois sexos.

Sua mensagem foi encaminhada a Dra. Ana R. Dâmaso, coordenadora do Departamento de Educação Física da ABESO, que enviou a seguinte resposta:

Existem muitos sites e revistas de nutrição clínica e experimental, com artigos científicos sobre o uso de suplementos nutricionais: p.ex.
www.bireme.br  ). 
No entanto, caso Você prefira ler em português sobre o assunto entre no site da Gatorade ( 
www.gssi.com.br  ) ou ainda, leia o livro: nutrição esportiva (Heury Frank, 2000). Outra opção seria fazer cursos de Especialização em Fisiologia do Exercício ou específicos de nutrição esportiva.

Sua mensagem foi encaminhada a Dra. Ana R. Dâmaso, coordenadora do Departamento de Educação Física da ABESO, que enviou a seguinte resposta:

Temos publicado por nosso grupo de estudos alguns artigos sobre obesidade e ob infantil. Assim, sugiro a leitura de:
1 - Efeito da atividade motora sobre a composição corporal, taxa metabólica basal e diária de adolescentes obesos. Denadai, R.C. et al.Revista Paulista de Pediatria, v.14, 4, dez. 1996
2 - Efeitos do exercício moderado e da orientação nutricional sobre a composição corporal de adolescentes obesos avaliados por densitometria óssea (DEXA).
Denadai, R.C. et al., Rev. Paulista de Educação Física, v.12, n.2, 210-18, 1998.
3 - Obesidade: subsídios para o desenvolvimento de atividades motoras. Dâmaso, A.R. et al., Revista Paulista de Educação Física., v.8, n.1, p.98-111, 1994.
4 - Ação Multiprofissional em Obesidade: efeitos do exercício associado a orientação nutricional sobre a composição corporal e taxa metabólica de mulheres obesas. Cunha, C.T. et al., ARS CVRANDI, março - 2001.
5 - Mais sobre obesidade e exercício: Leia o livro nutrição e exercício na prevenção de doenças, Dâmaso, A.R. MEDSI, 2001, 433p.

Sua mensagem foi encaminhada a Dra. Ana R. Dâmaso, coordenadora do Departamento de Educação Física da ABESO, que enviou a seguinte resposta:

A melhor forma de aumentar a TAXA METABÓLICA DIÁRIA é aumentando o nível de atividade física, seja por meio de mais esforço físico na rotina de casa ou trabalho, seja pela adoção de atividade física regular.
As melhores atividades para isto são: caminhada, andar de bicicleta e natação, em nível moderado, 2 a 3 vezes por semana. Faça isto com orientação de um Profissional Habilitado.

Sua mensagem foi encaminhada a Dra. Ana R. Dâmaso, coordenadora do Departamento de Educação Física da ABESO, que enviou a seguinte resposta:

Geralmente a musculação favorece aumento de força e deve ser realizada em associação a outra atividade moderada como a esteira ou
bicicleta ergométrica (aumentam a utilização de lipídios ).
Para o controle de peso o ideal é, portanto, associar um processo de reeducação alimentar a estes ou outros exercícios, como a caminhada, natação, etc... 
Geralmente, recomenda-se 1 hora por dia 2 a 3 vezes por semana em intensidade moderada.

Sua mensagem foi encaminhada a Dra. Ana R. Dâmaso, coordenadora do Departamento de Educação Física da ABESO, que enviou a seguinte resposta:

Existem alguns grupos de pesquisa em São Paulo, os quais Você
poderá entrar em contato.
- Escola de Educação Física - USP - Prof. Dr. Lancha Júnior
- AMBULIN - Instituto de Psiquiatria, Hospital das Clínicas da USP
- Grupo de Estudos dos Prof. Dr. Alfredo Halpern, USP
- Setor da Adolescência - Dr. Mauro Fisberg UNIFESP-EPM
- Disciplina de Nutrição e Metabolismo: Dr. Fábio Ancona Lopes e Dr. Augusto
Taddei e Dra. Dirce Sigulem - UNIFESP - EPM
- Obesidade na Adolescência - Prof. Claudia Cesar - CEPEUSP

Sua mensagem foi encaminhada ao Departamento de Tratamento com Medicamentos, que enviou a seguinte resposta:

O medicamento veiculado na mídia é o Xenical (ROCHE). Ele reduz a absorção da gordura ingerida (em 30%). Não é absorvido, portanto não tem efeitos em sistema nervoso central. Seus efeitos adversos estão relacionados ao aparelho digestivo e são proporcionais à ingestão de gorduras. Quanto maior for essa ingestão, maiores serão os efeitos colaterais como diarréia, gases, eliminação de gotas de gordura, distensão abdominal. A redução de peso é variável (de um a 4 kg ao mes).

1. Como age a sibutramina?
A sibutramina é um medicamento que age no sistema nervoso central aumentando a sensação de saciedade e diminuindo a fome (a pessoa come menos e fica com apetite menor). É bem tolerada, não causa dependência química.

2. Quais as doses habituais?
As doses diárias são de 10 ou 15mg.

3. Quais são os efeitos colaterais?
Como efeitos colaterais mais comuns são: boca seca, irritabilidade, obstipação, ansiedade, insônia e as vezes dores de cabeça. Em alguns casos pode haver aumento da pressão arterial e da freqüência cardíaca. Para o seu uso o paciente deve estar com a pressão arterial e a função cardíaca controladas. A segurança nos estudos atuais é de até 5 anos.

4. Qual é o efeito em termos de redução do peso?
A redução de peso varia de 1 a 4 kg ao mês. A melhor resposta ocorre nos 6 primeiros meses, depois há manutenção do peso perdido.

5. A sibutramina pode ser manipulada? 
Não se sabe a procedência da sibutramina que é manipulada. De acordo com a Vigilância Sanitária, o único laboratório que pode importar o sal é o ABBOTT, que detém a patente.

Sua mensagem foi encaminhada ao Departamento de Tratamento com Medicamentos, que enviou a seguinte resposta:

Resposta: O Acomplia (rimonabanto) é um medicamento que age no sistema nervoso central reduzindo a fome e age também no fígado, musculos pancreas e sistema digestivo, melhorando os níveis de glicose, triglicerídeos, colesteral, etc. A média de peso é cerca de 6kg nos trabalhos que duraram 1 e dois anos. Os efeitos colaterais são depressão, ansiedade, diarréia, nauseas e vômitos. Não deve ser usado em pacientes com história de depressão, em uso de antidepressivos ou outros medicamentos que modulam o humor, pacientes com doenças psiquiátricas graves, usuários de substâncias ilícitas e epipépticos. Será lançado no Brasil no final do ano. Pode ser importado, com o custo de 500,00 (cp de 20mg). 
Dra Rosana

Sua mensagem foi encaminhada a Diretoria da ABESO, que enviou a seguinte resposta:

Você não está sozinha, pois esse é o problema de muitos pacientes com excesso de peso. A falta de informação e a "desinformação" são a regra quando o assunto é "emagrecimento em propagandas de tv". Medicina ortomolecular? Acupuntura? Nada disso é válido para perder e manter o peso. 
A verdade é que obesidade é uma doença, e como tal deve ser tratada: acompanhamento médico contínuo, mesmo depois de atingir o peso "alvo". Em alguns casos, manutenção da medicação a longo prazo. Cada caso é um caso. 

No site da ABESO, você pode localizar por cidade os associados. Atenção, pois entre eles existem nutricionistas, professores de educação física,
psicólogos, clínicos e endócrinos. Recomende que você escolha um endocrinologista.