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Dieta da sonda não é sustentável em longo prazo

Dieta da sonda não é sustentável em longo prazo

A alimentação equilibrada é fundamental para manter o bom funcionamento do organismo. Portanto, mesmo quem precisa perder peso pode e deve ter uma alimentação equilibrada. Aliás, é o que se recomenda para o tratamento da obesidade: uma redução de 500 a 1000 kcal/dia em relação ao gasto energético total do indivíduo, e, equilíbrio em macro (carboidratos, proteínas, gorduras) e micronutrientes (vitaminas e minerais). Além da composição da dieta, é importante levar em consideração as preferências e aversões alimentares, nível socioeconômico e rotina do indivíduo. Para ser mantida pelo resto da vida, a dieta precisa ser flexível. A mudança de comportamento também é fundamental. Comer devagar, mastigar bem os alimentos, prestar atenção aos sinais de fome e saciedade e respeitá-los, ter prazer em comer é muito importante. Fazer lista de compras para evitar comprar alimentos em excesso, montar o prato na cozinha e sentar sem as travessas na mesa, olhar todas as opções de um buffet antes de se servir também são ótimas estratégias.

A dieta da sonda é cetogênica e consiste em uma dieta enteral de baixa caloria, pobre em carboidratos e rica em proteínas e gorduras, enriquecida com vitaminas e minerais. Um tubo com a espessura aproximada de um fio de espaguete é inserido através do nariz até o estômago. A dieta e a sonda são carregadas em uma mochila provida pelos fabricantes.

Sabemos que qualquer dieta com restrição de calorias promoverá a perda de peso, porém as dietas da moda (como a dieta da sonda), em geral, não respeitam justamente as preferências alimentares e a rotina dos indivíduos, não sendo sustentáveis em longo prazo.  Assim, não recomendamos este tipo de dieta.

*Departamento de Nutrição da Abeso: Mônica Beyruti e Renata Bressan

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